Dirigentes participam de seminário sobre o futuro da matriz veicular no Brasil
O diretor executivo do Sindicato, responsável por políticas industriais, Wellington Messias Damasceno e o coordenador da Regional Diadema, Claudionor Vieira do Nascimento, participaram do seminário “Futuro da Matriz Veicular no Brasil”, no último dia 13, na cidade do Rio de Janeiro.
O evento reuniu universidades, empresas como a Toyota, Scania, Bosch, Uber, entre outras, e o Ministério de Minas e Energia, para discutir as macrotendências da indústria como a mobilidade urbana, a conectividade e elementos da indústria 4.0.
“O Sindicato tem se inserido nos debates sobre novas formas de propulsão como carro elétrico, híbrido e a melhoria dos motores a etanol. Precisamos estar inseridos no debate que empresas e governo tem feito em relação a esses temas, pois isso afeta diretamente a cadeia de autopeças e os empregos”, destacou Wellington.
“A indústria automotiva não está falando somente da produção de veículos para consumo, mas sim da venda de serviços e mobilidade. Essa é uma nova tendência de negócios que traz uma mudança profunda do perfil produtivo atual. Precisamos estar preparados para atuar nesses novos modelos e não perder a oportunidade para geração de emprego e tecnologia”, pontuou.
O dirigente lembrou que o Brasil tem discutido muito sobre o etanol por ser um produto brasileiro, mas que não há preocupação com a energia limpa por parte desse governo. “O que esperar do desenvolvimento de matrizes energéticas limpas se o governo brasileiro ameaça sair do acordo de Paris?”.
Claudionor questionou sobre os investimentos que o Brasil teria que estar fazendo para desenvolver essas novas tecnologias e não ficar para trás. “Não existe no Brasil uma política de desenvolvimento voltada para a indústria nacional. Países como Alemanha, Estados Unidos e China já estão avançados nessas mudanças, mas o Brasil não vem fazendo os investimentos necessários”.
“Precisamos nos apropriar dessas discussões porque isso refletirá no emprego dos trabalhadores. Se o Brasil não der prioridade para o investimento em novas tecnologias, logo ficará mais para trás e perderá parte importante desse mercado porque não se preparou”, avaliou.
Rota 2030
Na última terça-feira, 26, o diretor responsável por políticas industriais participou do “II Workshop Rota 2030 Projetos e Programas Prioritários” no Parque Tecnológico de São José dos Campos.
“A atividade reuniu universidades, institutos tecnológicos, montadoras e autopeças para debater os programas prioritários nos quais as montadoras precisam fazer investimentos obrigatórios em pesquisa e desenvolvimento e o que as empresas esperam de resposta da academia para fazer essa integração”, detalhou o diretor.
Da Redação