Em visita à Toyota, Coletivo debate políticas para o futuro da região

Fotos: Edu Guimarães

O Coletivo de Políticas Industriais do Sindicato visitou a Toyota, em São Bernardo, na última terça-feira, 19. Além de conhecer as novas áreas da empresa e a produção da fábrica, os integrantes debateram o futuro da indústria com foco em três pontos principais: políticas para o setor, carros elétricos e ferramentaria.

“Aproveitamos para verificar os resultados do Inovar-Auto na empresa. O prédio de visitantes, o museu e parte do laboratório de engenharia, segundo a direção, foram frutos do programa, esse é um dado concreto importan­te”, lembrou o CSE na Toyota, Thiago dos Santos Oliveira, o Thiaguinho.

O principal objetivo dessas visitas, conforme lembrou o di­retor executivo, responsável por políticas industriais, Wellington Messias Damasceno, é trazer conteúdo para enriquecer as discussões do Sindicato sobre po­líticas que fortaleçam as empresas da região. Por isso, o debate que se seguiu à visita foi focado no futuro da indústria.

O coletivo ouviu o posicio­namento da Toyota sobre o Rota 2030 e também se colocou. “O modelo que deve ser anunciado favorece as empresas mais enxu­tas e com menos investimento em engenharia e pesquisa. O Rota precisaria ser uma política mais robusta, no sentido de incentivar o desenvolvimento e a produção, caso contrário será uma medida ineficaz”, avaliou o diretor.

Sobre os carros elétricos, Wellin­gton reforçou que a maior pre­ocupação dos Metalúrgicos do ABC é estar à frente da discussão para garantir a produção no País e na região. “Estamos tentando dar um passo à frente, mas não adian­ta as empresas começarem a se estruturar, se as montadoras não estiverem efetivamente pensando em comprar essa produção local. É preciso que o ABC mantenha a proatividade que sempre teve, de se manter como polo. Também queremos encabeçar a produção dos carros elétricos”, afirmou.

“Nesse esforço de capacitar empresas da região para fornecer à futura indústria automobilística elétrica, a Toyota pode ser impor­tante para impulsionar esse novo segmento”, completou.

O fortalecimento da produção local também foi foco do último ponto do debate, a ferramentaria. “Insistimos que uma empresa do porte da Toyota compre ferra­mentas das empresas locais. Foi muito bom saber que eles têm uma ferramentaria bem estru­turada e com tanta qualidade e capacidade. Temos cobrado do governo de São Paulo a liberação dos créditos de ICMS, por ser uma boa oportunidade para am­pliar a ferramentaria da Toyota e beneficiar as outras ferramenta­rias”, finalizou.

Da Redação.