Fala Wagnão – A entrega do Pré-Sal é mais um 7 a 1 contra o trabalhador

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Na quarta-feira passada, 20, a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei, o PL 8.939/2017, que autoriza a Pe­trobras a negociar com outras empresas até 70% de seus di­reitos de exploração do Pré-Sal na Bacia de Santos. Foram 217 votos a favor e 57 contra, além de quatro abstenções.

Os deputados ainda pre­cisam concluir a análise dos destaques apresentados ao texto, que seguirá depois para o Senado.

Os parlamentares que aprova­ram a entrega deste patrimônio nacional, que é o Pré-Sal, são os mesmos que votaram pela reforma Trabalhista, que retira direitos dos trabalhadores e tra­balhadoras, e também foram a favor da Terceirização irrestrita.

Todos do PSDB e do MDB de Temer, com algumas exce­ções, mas também alguns que não estavam entre os golpistas e dessa vez entraram na lista dos entreguistas, como é o caso do deputado Alex Manente, do PPS.

Quando a Petrobras anun­ciou a descoberta de petróleo em águas ultraprofundas da camada pré-sal, em 2006, du­rante o governo do presidente Lula, sabia-se que estávamos diante de duas situações: a da autossuficiência em petróleo, que nos daria o passaporte para o futuro do Brasil, com desenvolvimento da nação e, a outra, de cobiça e expropriação das nossas riquezas.

Há quem diga que o golpe, que impediu a presidenta Dil­ma Rousseff de continuar em seu cargo, faz parte da estraté­gia de entrega das riquezas do Pré-Sal para as multinacionais petroleiras, principalmente, as estadunidenses.

O ex-presidente da Petro­bras, Sérgio Gabrielli, em visita ao Sindicato, chamou a atenção para o caráter entreguista da operação Lava Jato da Polícia Federal, que baseou a ação coletiva nos Estados Unidos, condenando a empresa brasi­leira a pagar quase 3 bilhões de dólares aos investidores, que moveram o processo contra a companhia.

Além destes fatos, ainda as­sistimos no mês passado a paralisação dos caminhoneiros em decorrência da política de preços adotada pelos golpistas, que tem impacto direto no bolso dos brasileiros, tanto para os que transportam o que produzimos como para os que irão consumir esta produção.

Essa política desastrosa para a soberania nacional custou a saída de Pedro Parente, nome­ado por Temer para presidir a Petrobras, mas em nada mudou para o bolso dos trabalhadores.

Ao contrário, a paralisação dos caminhoneiros, que de­nunciou mais essa política en­treguista, tem sido usada como ‘bode expiatório’ para justificar o impacto da inflação sobre os alimentos.

É por conta desses ‘7 a 1’ que estamos tomando desde aquela votação patética na Câmara, que aceitou o impeachment da presidenta, que a nossa res­ponsabilidade aumenta. Temos que estar atentos para quem de fato nos representará no Poder Legislativo.

Da Redação.