Fala Wagnão – Não é reforma da Previdência, é auxílio-funeral

Todos os trabalhadores e as trabalhadoras precisam estar muito esclarecidos do que a proposta de Bolsonaro significa. Não é uma reforma da Previdência, é o auxílio-funeral aos brasileiros.

Nas condições que querem impor, significa o fim da aposentadoria. E não só isso. Significa o fim do Sistema de Seguridade Social, que inclui ainda a Saúde e a Assistência Social.

 

É o fim de benefícios, o “ir para a Caixa”, quando o trabalhador sofre um acidente, invalidez temporária, o período em que a trabalhadora recebe na licença maternidade e o seguro desemprego, por exemplo.

Toda a classe trabalhadora perde com a proposta. Além de impor idade mínima, quem conseguir se aposentar ainda terá o rebaixamento gritante do valor do benefício. Com 20 anos de contribuição, o valor do benefício será de 60%. Para ter 100% do valor, serão necessários 40 anos de contribuição.

É só olhar ao seu redor dentro da fábrica. Quantas pessoas têm 65 anos? Ainda mais em um cenário de reforma Trabalhista, terceirização, informalidade, PEC do congelamento dos gastos, ataques para desmontar as relações de trabalho, somado aos novos rumos da indústria automobilística. O desafio está colocado para os trabalhadores.

Por todo o desmonte que a proposta significa, na sexta-feira, 22, é dia nacional de luta. Faremos atos pela manhã na região contra a proposta de reforma da Previdência, em defesa dos empregos e do #FicaFord. 

Em São Paulo, o ato será às 17h, em frente ao Masp, na Avenida Paulista. Estão todos convocados na defesa do presente e do futuro de cada um e das próximas gerações.

À luta, companheiros e companheiras!

Da Redação.