Fala Wagnão – Valorização do salário mínimo com aumento real é uma política de Estado

A política de valorização do salário mínimo é a maior prova da capacidade de um Estado de influenciar a economia, promover a igualdade entre as pessoas e tornar o Brasil um país mais inclusivo.

A valorização existe desde 2003, no primeiro mandato do presidente Lula, do PT. Na época, o ministro do Trabalho era o companheiro Luiz Marinho. E essa política significou um avanço no salário mínimo, com aumento real na ordem de 76,5%.

O salário mínimo, que hoje é de R$ 954, seria de apenas R$ 540, se fosse corrigido somente pela inflação. Estamos falando de quase o dobro do salário.

Este é o papel de um governo que visa ao processo de inclusão das pessoas, daqueles que ganham menos, daqueles que necessitam de proteção maior do Estado. O governo, por meio de uma política, consegue fazer com que essas pessoas se tornem cidadãos e cidadãs com acesso a melhores e maiores consumos. Tudo o que o mercado e o capitalismo gostam.

Como resultado, mais de 30 milhões de pessoas saíram da situação de extrema pobreza. Ao inserir pessoas que antes eram altamente dependentes do Estado no mercado de trabalho e no mercado de consumo, também reduz o custo que teria com essas pessoas.

Nossa defesa é por um governo que reconhece seu papel de indutor da economia, no desenvolvimento da cidadania e de uma sociedade mais igualitária.

São essas questões que estão colocadas em jogo nesta eleição. De um lado, a candidatura do companheiro Fernando Haddad, que pertence ao mesmo partido que implementou essa política. Do outro, Jair Bolsonaro e seu economista Paulo Guedes, que defendem o liberalismo exagerado em que o Estado tenha papel mínimo na sociedade.

A decisão é sua.