FEM-CUT inicia negociações com grupos patronais

Fotos: Edu Guimarães
Na manhã de ontem, os representantes da Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT, FEM-CUT, e da bancada patronal do Grupo 2 se encontraram na primeira reunião do ano de negociação permanente, no prédio da Fiesp, em São Paulo.
A FEM-CUT apresentou sugestões de atualização nas cláusulas sociais da Convenção Coletiva de Trabalho, CCT, para atender as novas necessidades dos trabalhadores. Os itens foram agrupados e, assim, as 90 cláusulas passaram a ser 48, conforme explicou o secretário-geral da Federação, Adilson Faustino, o Carpinha.
“Apresentamos uma proposta mais adequada à realidade dos trabalhadores. A Convenção não perde a sua essência de garantias, o que fizemos foi um agrupamento de cláusulas que se referiam ao mesmo tema, agora subdivididas em itens para melhorar o entendimento”, afirmou o dirigente.
“A mesa de negociação é só 10%, os outros 90% estão na mobilização de cada companheiro e companheira no local de trabalho, por isso é tão necessário que os metalúrgicos entendam como acontece o processo de negociação para fortalecer a luta”, destacou Carpinha.
A próxima reunião com o G2 ficou agendada pra o dia 18 de abril, às 9h30, na sede da FEM-CUT.
G8, Sindratar e Estamparia

Na parte da tarde, a reunião foi com os representantes do G8, Sindratar e Estamparia. As bancadas dos empresários concordaram que a apresentação da pauta atualizada seja feita de forma conjunta, apesar de o grupo estar dividido em diferentes sindicatos patronais. Com a definição, o Sindratar, o Sinafer, o Sianfesp, o Simefre, o Sicetel, o Siescomet e Estamparia conhecerão a proposta da nova Convenção Coletiva na próxima reunião agendada para o dia 19 de abril na sede da Fiesp.
“Tendo em vista que este é um ano com agenda mais apertada por conta da Copa do Mundo e das eleições, estamos discutindo a melhor forma de organização das mesas de negociação para atender toda a categoria”, lembrou o dirigente da FEM-CUT.
Ainda sobre a importância da reorganização e atualização das cláusulas, destacou: “Nesse momento de ataques aos direitos, com essa nova redação, fica mais fácil para as mulheres e os jovens, por exemplo, encontrarem e reconhecerem na CCT os seus direitos”, finalizou.
Da Redação.