Lucro da produção supera o financeiro

Em três anos de governo Lula, as empresas do setor produtivo lucraram mais que os bancos. O resultado revela o sucesso do apoio à produção, ao contrário de FHC que favoreceu as instituições financeiras.

O lucro das principais empresas cresceu 71% no primeiro semestre, totalizando R$ 27 bilhões. A consequência é que o emprego e a renda dos trabalhadores também cresceram no período. Foram criados 3 milhões de empregos formais e outros 3 milhões informais desde janeiro de 2003, segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho. O rendimento médio real do trabalhador cresceu 1,1% no primeiro semestre de 2005 em relação a 2003, de acordo como Dieese.

Já com FHC, só em 2000 o lucro semestral das empresas superou o dos bancos. Além disso, o juro médio foi de 20% ao ano, o que fez a alegria do setor financeiro (com Lula o juro médio está em 10% anuais).

O resultado da administração do PSDB foi a explosão do desemprego e o arrocho salarial, que a população brasileira sofre até hoje.

Crise não prejudica investimentos

A crise política e os juros altos não afetaram a disposição das empresas em investir na produção. Pesquisa da Indústria de Transformação da FGV (Fundação Getúlio Vargas) revela que a maioria vai construir novas fábricas ou comprar máquinas e equipamentos.

Das 679 entrevistas, 60% pretendem investir neste ano mais que no ano passado um total de R$ 46 bilhões, 18% a mais que em 2004. Outro indicativo é que vão investir 11% do que vender, o maior percentual da década.

O setor de bens industriais é o mais otimista e projeta investir 15% das vendas. Os segmentos de maior destaque são as indústrias química e metalúrgica. Outro setor com perspectiva favorável é o de máquinas e equipamentos. Os investimentos programados para 2005 são 20% superiores aos do ano passado.

Na indústria mecânica os investimentos saem das maiores empresas. O crescimento projetado chega a 28%. No setor de bens de consumo, 61% das empresas pretendem investir mais em 2005. Os resultados do segmento foram favoráveis para as atividades de vestuário e calçados (crescimento de 31%) e produtos alimentares (21%).