Luta na Dura: Sindicato busca estratégias para manter fábrica na região e salvar empregos
Após mobilização, empresa suspendeu decisão de fechamento; plano de reestruturação deve ser apresentado até o próximo dia 27. Metalúrgicos pedem envolvimento da população
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O ano começou difícil para os companheiros na Dura Automotive, em Rio Grande da Serra. No último dia 15, a diretoria da empresa anunciou o fechamento da fábrica para maio deste ano, o que pegou de surpresa os cerca de 300 trabalhadores na planta e os representantes do Sindicato.
No dia seguinte, em assembleia, foi aprovado o processo de luta constante até que o quadro se reverta ou que se abra um processo de negociação que atinja o interesse dos trabalhadores.
“A nossa luta tem que ir além, não desistimos dessa empresa, se houver qualquer possibilidade de garantir que essas atividades se mantenham, vamos utilizá-las. É um processo longo que vai envolver o comprometimento de todos vocês nas ações que o Sindicato propor”, enfatizou o presidente do Sindicato, Wagner Santana, o Wagnão, durante a assembleia no dia 16.
Diante da mobilização, a direção emitiu carta de efeito imediato suspendendo temporariamente o aviso de encerramento das atividades, enquanto busca alternativas junto aos clientes e trabalhadores. O prazo estabelecido é até o próximo domingo, 27. Caso contrário, segundo a diretoria da Dura, a decisão será mantida.
Após esse recuo, os companheiros, orientados pelo Sindicato, decidiram reativar a produção e voltaram ao trabalho na última sexta-feira, 18.
“O prazo é curto, mas já é alguma coisa, não tínhamos nada e agora, graças à resistência e disposição de luta dos companheiros, temos uma semana. Estamos realizando conversas com a diretoria da empresa, das montadoras que são clientes da Dura, como a Volkswagen, Fiat, Ford e GM e também com o prefeito da cidade para elaborar um plano de reestruturação e tentar reverter a situação e assim manter os empregos”, destacou o coordenador da Regional Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, Marcos Paulo Lourenço, o Marquinhos.

Fotos: Divulgação
Impactos na região
A autopeças, instalada na cidade desde a década de 1970, é responsável hoje por quase 10% dos postos com carteira assinada na cidade de Rio Grande da Serra.
“Sabemos que o fechamento da Dura implica na demissão dos 300 trabalhadores, mas também terá impacto direto na economia do município e da região, nas vendas e no comércio em geral, ocasionando o fechamento de muitos outros postos de trabalho. Para virar o jogo, contamos com toda a população na resistência e luta pela permanência da Dura Automotive em Rio Grande da Serra”, alertou o coordenador.