Montadoras planejam manter carros com preços altos e fila após a pandemia

Com clientes "acostumados" aos preços atuais, BMW e Mercedes já assumem que querem mantê-los altos daqui em diante

Se você está esperando o fim da pandemia e de todas as suas consequências econômicas para pagar mais barato em um carro novo, é melhor ficar atento. Segundo reportagem do Financial Times, montadoras como BMW e Mercedes-Benz já vêm se articulando para manter os altíssimos preços de tabela atuais como regra, e não exceção.

A matéria vai além de especulações e traz depoimentos de executivos das fabricantes, que tiveram seus preços inflados pela crise de matéria-prima que assola a indústria. Em países como o Brasil o baque foi dobrado, com a desvalorização do real amplificando o aumento.

“Um dia a questão dos semicondutores estará resolvida, mas seguiremos com o preço e margem (de lucro atuais)”, disse o vice-presidente da Daimler, Harald Wilhelm, ao jornal. Segundo o executivo, a Mercedes irá “produzir conscientemente abaixo da demanda”, focando em produtos mais caros e exclusivos.

A conterrânea BMW é ainda mais engenhosa, e quer se aproveitar da paciência que os clientes tiveram que desenvolver à força durante os quase dois anos de covid-19 para diluir cobranças.

A proposta, claro, parece tentadora ao Brasil, onde o preço dos automóveis não para de subir por conta dos problemas globais e nacionais.

Da Quatro Rodas