Na fábrica e nas ruas. A luta continua contra o fim da aposentadoria

Foto: Januário F. Silva

Mais de 20 mil trabalhadores cruzaram os braços e participaram em 10 de fevereiro de 1998 do Dia Nacional de Luta contra a Reforma da Previdência. Companheiros na Volks, Ford e Mercedes ocuparam as duas pistas da Via Anchieta para mandar seu recado aos deputados em Brasília: “Hoje votam vocês; em outubro votamos nós”.

Apesar da mobilização ter pressionado o governo contra a retirada de direitos, a Câmara Federal aprovou um dia após a passeata no ABC, em primeira votação, a reforma da Previdência por 345 votos a favor contra 152.

Na ocasião, a Tribuna Metalúrgica de 12 de fevereiro daquele ano apontou o fim da aposentadoria por tempo de serviço, a volta da contribuição dos servidores aposentados, o limite de R$ 1.200 para o pagamento da aposentadoria e a questão da transição – as regras prejudicariam os trabalhadores que estavam empregados e conquistaram o direito de se aposentar pelas leis da época.

Vinte e um anos depois, a categoria volta às ruas hoje para um novo Dia Nacional de Luta, em defesa da Previdência e rumo à greve geral.

CEMPI – Centro de Memória, Pesquisa e Informação do Sindicato