Não queremos ilusão, queremos desenvolvimento e futuro dos trabalhadores

Fotos: Adonis Guerra
Os trabalhadores na FMF (Atlântica), em Ribeirão Pires, aprovaram em assembleia no dia 30 de maio a disposição de luta contra a reforma da Previdência e a pauta interna de reivindicações dos trabalhadores.
O coordenador da Regional Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, Marcos Paulo Lourenço, o Marquinhos, falou sobre os temas que afetam a vida da categoria e dos trabalhadores no Brasil. Também reforçou a importância da unidade para defender direitos e avançar.

Não vamos resolver os problemas sentados
“Por que o Sindicato organizou um seminário da indústria de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra? É porque sabemos que não vamos resolver os problemas sentados. São duas cidades maravilhosas para se morar, mas é preciso gerar empregos aqui também. É só ver o trem lotado pela manhã na estação indo para Santo André, São Paulo, São Bernardo. Queremos mostrar para as empresas e ao poder público que é bom e é possível produzir aqui, gerar empregos sem degradar o meio ambiente.”
Temos que falar em sindicalização
“A reforma Trabalhista tirou o imposto sindical, que este Sindicato sempre foi contra por acreditar que os sindicatos têm que viver das suas lutas. O Sindicato forte se faz com trabalhadores.
Além das lutas e a conquista da Convenção Coletiva de Trabalho, que impediu os impactos da reforma Trabalhista na base, os sócios são respaldados pela estrutura jurídica, médica e formação, e contam com o Clube de Campo e os convênios, que chegam a 50% em faculdades, escolas e restaurantes. Vamos conversar, cobrar, fazer a luta juntos. Sindicalize-se.”
Querem vender ilusão e fantasia para o trabalhador
“A luta agora é contra a reforma da Previdência e não dá para vencer sozinhos. Se fosse tão boa assim, não precisava de tanto comercial da ‘nova Previdência’, nem pagar milhões para convencer a população.
A população já ouviu esse papo antes com a reforma Trabalhista. A reforma da Previdência não vai gerar nada de desenvolvimento. Ficam vendendo ilusão e fantasia para o trabalhador e não existe nada de concreto para acabar com o desemprego, nem um projeto de Brasil para todos. Essa reforma não envolve os direitos e o futuro dos trabalhadores, só mais lucros para o sistema financeiro.”
65 anos na linha de produção é irreal
Trabalhador na linha de produção com 65 anos de idade é irreal. É só ver ao redor na fábrica e as vagas nesses feirões de empregos. Não tem vaga nem para quem tem 50 anos. A realidade das fábricas é de áreas totalmente insalubres. Você acha que vai conseguir trabalhar até 60, 65 anos em uma prensa? Não vai.”
Dia 14 é Greve Geral!
“Essa reforma da Previdência é muito pior do que a que conseguimos barrar em 2017. Todos os trabalhadores em Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra estão convocados para estar juntos na Greve Geral do dia 14 e marcar a posição dos trabalhadores contra esse ataque ao futuro de cada um e cada uma.”
Da Redação.