O candidato operário

Lula, que liderou greves históricas na categoria como presidente do Sindicato, esteve em 25 de abril de 1989 em algumas fábricas de São Bernardo do Campo e Diadema participando de assembleias da Campanha Salarial e falando sobre sua candidatura à presidência da República na época. Na foto, ele conversa e manifesta apoio aos trabalhadores na Schuler, em Diadema. Foto: Januário F. da Silva
Em 1989, o País se preparava para eleger diretamente o primeiro presidente da República depois de um jejum de 29 anos imposto pela ditadura militar. E pela primeira vez na história do Brasil, um trabalhador surgido do movimento sindical tinha grande chance de ser eleito presidente.
Formada pela Frente Brasil Popular – coligação do PT, PC do B, PSB e PV –, a candidatura de Lula foi lançada num grande showmício no Paço Municipal de São Bernardo em 13 de maio daquele ano.
“Lula Lá” era a frase da canção que empurrava a campanha e mobilizava a nação. Sem medo de ser feliz, a população brasileira cantava e se encantava com a possibilidade de construir um País livre e democrático.
Lula, líder forjado nas lutas dos metalúrgicos do ABC, foi ao segundo turno com Fernando Collor, o “caçador de marajás” – que teve apoio de parte da imprensa e das elites. Depois das Diretas Já!, aquela campanha foi o movimento de maior intensidade na história após as grandes greves no final dos anos 70 e início de 80.
CEMPI – Centro de Memória, Pesquisa e Informação do Sindicato