“O dirigente não pode dar um passo sem estar acompanhado da base”, diz Wagnão

Foto: Adonis Guerra

Durante o Seminário de Planejamento dos representantes dos trabalhadores em Diadema, realizado nos 28, 29 e 30 de setembro, em Cajamar, o presidente do Sindicato, Wagner Santana, o Wagnão, destacou a importância dos dirigentes estarem próximos aos companheiros no chão de fábrica.

Na dinâmica desenvolvida pelo presidente, Wagnão fazia perguntas que deveriam ser respondidas por um grupo de dirigentes enfileirados, como se fossem os trabalhadores, se soubessem as respostas, davam um passo à frente.

Depois a mesma pergunta era feita a outro grupo também enfileirado, eles deveriam responder como dirigentes e caso acertassem, também andavam.

“Se o representante souber a resposta, o trabalhador também tem que saber, por que se isso não acontecer, o conhecimento não é difundido e o líder se afasta da categoria”, explicou.

“O dirigente não pode dar um passo sem estar acompanhado da base”, completou Wagnão.

Cerca de 60 integrantes dos CSEs estiveram no Seminário e debateram a representação, organização e as ações para o mandato recém iniciado, em 19 de julho.

Para o coordenador da Regional Diadema, Claudionor Vieira do Nascimento, o encontro foi um momento muito rico para uma reflexão sobre a realidade atual do Brasil.

“Estamos enfrentando um cenário muito difícil na sociedade, de perda de direitos, como o que está sendo proposta pela reforma Trabalhista”, avaliou.

“O que percebemos durante esses três dias é que há muita solidariedade e harmonia no grupo para vencer esse desafio e ultrapassar essas dificuldades”, completou Claudionor.

Os debates feitos no Seminário já resultaram em uma nova metodologia para ampliar a formação dos dirigentes.

“Hoje estaremos reunidos para compartilhar as informações sobre o abaixo -assinado, promovido pela CUT, para anular a reforma Trabalhista e também conhecermos mais sobre a rede de comunicação do Sindicato”, contou.

Da redação