Plenárias definem delegados e delegadas para o 9º Congresso dos Metalúrgicos do ABC

Foto: Edu Guimarães

As plenárias de tirada de delegados e delegadas para o 9º Congresso dos Metalúrgicos do ABC mobilizaram os trabalhadores na categoria durante toda a semana passada.

Nesta 2ª etapa, foram realizados encontros com os companheiros nas montadoras Volks, Ford e Mercedes; por regionais do Sindicato com plenárias em São Bernardo, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, além de plenárias dos metalúrgicos na Toledo e ZF, em São Bernardo.

“Vamos construir juntos esse Congresso, que é o momento político mais importante da categoria. As etapas foram pensadas para garantir ampla participação”, explicou o secretário-geral dos Metalúrgicos do ABC, Aroaldo Oliveira da Silva.

“A ideia é movimentar a categoria sobre a importância de definir as ações e os rumos que vão nortear a luta do Sindicato. Os debates serão abertos para que os companheiros, não só os delegados, tenham a oportunidade de trocar ideias e se aprofundar em temas fundamentais para a base”, prosseguiu.

A 3ª etapa terá mesas de debates sobre cinco temas centrais: política e estado, economia e indústria, transformação no mundo do trabalho, movimento sindical e região do ABC.

Na 4ª etapa, os companheiros se dividirão em grupos de trabalho para construir as propostas e o Plano de Lutas, que será apresentado na Plenária Final, que é deliberativa e está prevista para maio.

O tema do Congresso é Outro Brasil é possível. “Temos certeza que este País colocado hoje não é para os trabalhadores. Vivenciamos mudanças no processo produtivo, no perfil dos trabalhadores e nos ataques aos direitos e, por isso, temos a responsabilidade de discutir e propor ações que refletirão não só na categoria, mas em todo o Brasil”, afirmou.

O diretor executivo do Sindicato, responsável pelas Relações do Trabalho, Alexandre Colombo, ressaltou a necessidade de unidade frente aos ataques que querem acabar com a organização dos trabalhadores, durante a Plenária dos metalúrgicos na Ford, que reuniu mais de 500 pessoas na Sede, na sexta, dia 16.

“Temos que discutir o financiamento da estrutura do Sindicato. Defendemos que os sócios têm direito aos acordos conquistados nas negociações coletivas e os não sócios, se quiserem o acordo, terão que pagar por ele. O Congresso tem o objetivo de construir os rumos da categoria com ampla participação”, concluiu.

Da Redação