Presidente convoca metalúrgicos do ABC para o Dia Nacional de Luta

Foto: Edu Guimarães
O presidente do Sindicato, Wagner Santana, o Wagnão, convoca os metalúrgicos do ABC para o ato hoje do Dia Nacional de Luta, Protestos e Greves contra a redução de direitos.
A concentração será no Teatro Municipal, na Praça Ramos de Azevedo, Centro de São Paulo, a partir das 9h. Haverá passeata até a Superintendência do Ministério do Trabalho, que fica na Rua Martins Fontes, 109. Por volta das 11h, representantes do movimento serão recebidos na Superintendência.
“Estamos na luta contra as reformas Trabalhista, da Previdência e a Terceirização. É a resistência dos trabalhadores do Brasil inteiro, do Rio Grande do Sul a Manaus”, afirmou Wagnão.
“Vamos mostrar a nossa indignação em relação à retirada de direitos e manter a nossa luta constante para que a reforma da Previdência não seja aprovada no Congresso”, convocou.
Entre os ataques está a reforma da Previdência de Temer, que tramita na Câmara dos Deputados e impõe idade mínima de aposentadoria de 65 anos para homens e 62 para mulheres, além de 25 anos de contribuição.
“Menos de 1% dos trabalhadores na base dos Metalúrgicos do ABC tem 65 anos ou mais. Se a proposta for aprovada, praticamente ninguém terá direito à aposentadoria”, alertou. “E se conseguir se aposentar, será por um valor muito reduzido em relação ao que os companheiros conquistam hoje”, prosseguiu.
Sobre a reforma Trabalhista já aprovada pelo Congresso, o presidente do Sindicato ressaltou que são mais de 100 alterações na CLT que precarizam o trabalho.
“Nenhuma delas vai beneficiar os trabalhadores. A medida permite que grávidas trabalhem em locais insalubres prejudicando a gestação”, exemplificou. “As homologa- ções não precisarão mais ser feitas no sindicato, sendo que 70% delas contem erros que prejudicam os trabalhadores”, disse.
O ato também é contra a Lei da Terceirização irrestrita. “Os companheiros em empresas terceirizadas ganham em média de 30 a 40% menos do que o trabalhador direto sem nenhuma segurança para planejar a vida, já que a rotatividade nesses casos é o dobro”, lembrou.
“Vamos juntos lutar contra essas reformas, que atacam conquistas da classe trabalhadora. Conto com cada um de vocês por nenhum direito a menos”, concluiu.
A organização é do “Brasil Metalúrgico”, que representa cerca de dois milhões de metalúrgicos, movimento contra as reformas Trabalhista e da Previdência e a Lei da Terceirização irrestrita. Também integram a pauta conjunta a unidade de ação nas campanhas salariais e a luta por um acordo coletivo nacional que garanta piso salarial e direitos.
No dia 29 de setembro, está prevista a realização da Plená- ria Nacional dos Metalúrgicos para organizar os próximos passos do movimento.
Participam representantes de confederações, federações e sindicatos do setor ligados às centrais sindicais CUT, Força Sindical, CSP-Conlutas, Intersindical, CTB, CSB e UGT.
Da Redação.