Representantes na Ford debatem resistência dos trabalhadores

Fotos: Edu Guimarães

Os integrantes do Comitê Sindical de Empresa, o CSE, e do Sistema Único de Representação, o SUR, na Ford, participaram do Semi­nário de Planejamento nos dias 13 a 15, na sede da Confedera­ção Nacional dos Metalúrgicos da CUT, a CNM-CUT, em São Bernardo.

Os dirigentes ouviram palestras, análises de conjuntura sobre os ataques com as reformas Tra­balhista, da Previdência e a Lei da Terceirização, as tendências com a Indústria 4.0 e os carros elétricos.

“Discutimos os principais assuntos que preocupam a ca­tegoria na atual conjuntura eco­nômica e política. Passamos por toda essa discussão de futuro da indústria e dos desafios que es­tão colocados para essa gestão”, contou o coordenador-geral da representação na Ford, José Qui­xabeira de Anchieta, o Paraíba.

Também foram debatidas as questões internas da fábrica, as tarefas e os desafios nos três anos do mandato.

“Neste cenário de economia tra­vada e os trabalhadores perden­do conquistas, temos grandes lutas pela manutenção do em­prego, a busca de investimentos para a planta de São Bernardo e a organização no local de traba­lho para manter os direitos e as conquistas”, explicou.

O presidente do Sindicato, Wagner Santana, o Wagnão, fez o encerramento do seminário e ressaltou os desafios do mandato com o atual cenário de retirada de direitos da classe trabalha­dora.

“É com organização e unida­de que vamos fortalecer a luta dos metalúrgicos do ABC e fazer o enfrentamento que for necessário. Querem nos impor retrocessos, mas não vamos per­mitir nenhum direito a menos”, defendeu.

Organizado pelo Departa­mento de Formação do Sindi­cato, a atividade contou também com a participação do Departa­mento Intersindical de Estatísti­cas e Estudos Socioeconômicos, o Dieese.

 

SOLIDARIEDADE NA FORD

Os companheiros na Ford, em São Bernardo, arrecadam contribuições dos trabalhadores em todas as áreas em solidarie­dade às famílias na ocupação do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, o MTST, no terreno de cerca de 60 mil m², em São Bernardo.

O valor será usado para adquirir alimentos do Movimento dos Pequenos Agricultores, o MPA, que serão doados à ocupa­ção, além de água e produtos de higiene.

Da Redação.