Segunda, dia 19, ninguém deve ir para as fábricas

Foto: Adonis Guerra

Segunda-feira, 19, é dia de greve contra a reforma da Previdência. A mobilização foi aprovada pe­los metalúrgicos do ABC e por trabalhadores e trabalhadoras de diversas categorias e movimentos sociais na Assembleia Popular realizada no dia 7.

“A orientação do Sindicato é para ninguém ir às fábricas. Vamos mostrar a resistência da classe trabalhadora e impedir a aprovação dessa reforma que acaba com o direito de aposentadoria dos brasileiros”, afirmou o presidente do Sindicato, Wagner Santana, o Wagnão.

“Temos que dar o recado de que essa proposta não interessa aos tra­balhadores nem pode ser feita por um governo sem nenhuma legiti­midade. Não vamos permitir esse desmonte e vamos à luta em defesa do futuro de cada um”, chamou.

As mobilizações integram a Jornada Nacional de Luta contra a reforma da Previdência convo­cada pela CUT e demais centrais sindicais. O governo quer aprovar a proposta ainda neste mês na Câmara dos Deputados.

“Temos de aumentar ainda mais a pressão nos deputados. Quem aprovar o fim da aposen­tadoria pode vestir o pijama, pois para Brasília não volta. Nunca mais vai ser eleito”, disse o presidente da CUT, Vagner Freitas.

Foto: Divulgação

‘Se votar, não volta’

A CUT e diversas entidades trabalhistas do Rio Grande do Sul espalharam outdoors contra a reforma da Previdência.

Nas peças são mostrados os nomes e fotos de nove deputados gaúchos com o texto: “Eles querem acabar com a sua aposentadoria. Não à reforma da Previdência!”.

Para pressionar os parlamentares, a CUT lançou em junho do ano passado o site napressao.org.br, que permite contatar os parlamen­tares por e-mail, mensagens, telefone ou redes sociais.

Condutores também aprovaram paralisação contra a reforma, em assembleia realizada no dia 7. Foto: Roberto Parizotti

Da Redação