Sindicato debate políticas para a ferramentaria

Fotos: Adonis Guerra
O Sindicato organizou ontem o Encontro de Ferramentarias do Estado de São Paulo, no Instituto Mauá de Tecnologia, em São Caetano, com a participação de representantes dos trabalhadores, empresários e universidade.
Na pauta, a proposta do Centro de Desenvolvimento de Moldes apresentada pela Associação dos Engenheiros Automotivos (AEA), o Rota 2030, ex-tarifário e créditos de ICMS no Estado de São Paulo.
O diretor de Formação da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT, a CNM-CUT, José Roberto Nogueira da Silva, o Bigodinho, reforçou a importância de debater a ferramentaria com todos os envolvidos.
“A ferramentaria é estratégica para o desenvolvimento industrial brasileiro. Isso porque, ela está na origem de qualquer produto, inclusive no setor automotivo. Este encontro é parte dos esforços no resgate e fortalecimento do setor”, afirmou.
“O ferramenteiro é um profissional altamente qualificado e que recebe melhores salários. Realizar esta atividade em uma universidade é simbólico para discutir a capacitação profissional, além da produção de conhecimento”, prosseguiu.
O diretor executivo dos Metalúrgicos do ABC, responsável por Políticas Industriais, Wellington Messias Damasceno, explicou os pontos do Rota 2030 que tratam da ferramentaria e criticou a falta de visão da medida.

“Após muita insistência nossa em incluir o tema, ele foi instituído dentro dos programas estratégicos que as empresas podem investir. Porém, como o Rota não prevê nenhuma garantia de produção nem conteúdo local, o setor de ferramentaria pode minguar por falta de serviço”, alertou.
“O setor havia tido uma retomada na geração de empregos e, desde 2016, temos visto uma queda de 21,5% no Estado de São Paulo. O programa prevê subsídios para as empresas investirem em pesquisa e desenvolvimento. No mínimo, devemos exigir que esses subsídios garantam os empregos atuais e gerem novos”, defendeu.
Da Redação.