Todo apoio aos Petroleiros: Greve segue firme em defesa dos empregos e da soberania nacional

Mobilização nacional conseguiu reverter temporariamente a demissão de mil trabalhadores no Paraná. Decisão judicial saiu na tarde de ontem, enquanto milhares participaram de ato em frente à sede da Petrobras, no Rio

 

A greve dos trabalhadores na Petrobras, que começou no dia 1º deste mês, já é a maior paralisação da categoria desde 1995, ano em que os petroleiros cruzaram os braços por 32 dias. Mais de 21 mil trabalhadores estavam mobilizados em 120 unidades, até o fechamento desta matéria. A paralisação nacional está recebendo apoio de diversos setores e movimentos sociais em defesa dos empregos das estatais brasileiras. 
A FUP (Federação Única dos Petroleiros) decidiu manter a mobilização, mesmo após a decisão do ministro do TST (Tribunal Superior do Trabalho), Ives Gandra Martins Filho, na última segunda-feira, 17, que decretou a ilegalidade da greve e a aplicação de multas de R$ 250 a R$ 500 mil por dia em caso de descumprimento.
A Federação e seus sindicatos irão recorrer da decisão. A orientação dos sindicalistas é que os petroleiros mantenham a greve e sigam as recomendações dos sindicatos em relação às tentativas de intimidação e assédio dos gestores da Petrobras. A greve é um direito garantido a todos os brasileiros pela Constituição de 1988. 
Os petroleiros protestam contra o fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), de Araucária, no Paraná, e a consequente demissão de quase mil trabalhadores (396 próprios e 600 terceirizados) e acusam a empresa de desrespeitar o Acordo Coletivo de Trabalho. Além dessas, também estão na pauta, a luta contra o desmonte da estatal e a política de preços da Petrobras considerada abusiva. Os petroleiros inclusive estão vendendo botijões de gás mais barato em várias cidades do país.
“Precisamos entender que essa greve não é uma greve somente dos petroleiros, essa greve pode mudar muito a vida de todos os trabalhadores do Brasil.  Tem a ver como o preço da gasolina e do gás. Os trabalhadores precisam se apropriar, pois trata-se de uma mudança de estrutura”, pontuou o secretário-geral do Sindicato, Aroaldo Oliveira da Silva. 
“Um dos principais motivos para a alta nos preços do barril de petróleo, da gasolina e do botijão de gás é porque o governo reduziu a produção nas refinarias e agora importa gasolina dos Estados Unidos”, completou.

 

A greve dos trabalhadores na Petrobras, que começou no dia 1º deste mês, já é a maior paralisação da categoria desde 1995, ano em que os petroleiros cruzaram os braços por 32 dias. Mais de 21 mil trabalhadores estavam mobilizados em 120 unidades, até o fechamento desta matéria. A paralisação nacional está recebendo apoio de diversos setores e movimentos sociais em defesa dos empregos das estatais brasileiras. 

A FUP (Federação Única dos Petroleiros) decidiu manter a mobilização, mesmo após a decisão do ministro do TST (Tribunal Superior do Trabalho), Ives Gandra Martins Filho, na última segunda-feira, 17, que decretou a ilegalidade da greve e a aplicação de multas de R$ 250 a R$ 500 mil por dia em caso de descumprimento.

A Federação e seus sindicatos irão recorrer da decisão. A orientação dos sindicalistas é que os petroleiros mantenham a greve e sigam as recomendações dos sindicatos em relação às tentativas de intimidação e assédio dos gestores da Petrobras. A greve é um direito garantido a todos os brasileiros pela Constituição de 1988. 

Os petroleiros protestam contra o fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), de Araucária, no Paraná, e a consequente demissão de quase mil trabalhadores (396 próprios e 600 terceirizados) e acusam a empresa de desrespeitar o Acordo Coletivo de Trabalho. Além dessas, também estão na pauta, a luta contra o desmonte da estatal e a política de preços da Petrobras considerada abusiva. Os petroleiros inclusive estão vendendo botijões de gás mais barato em várias cidades do país.

“Precisamos entender que essa greve não é uma greve somente dos petroleiros, essa greve pode mudar muito a vida de todos os trabalhadores do Brasil.  Tem a ver como o preço da gasolina e do gás. Os trabalhadores precisam se apropriar, pois trata-se de uma mudança de estrutura”, pontuou o secretário-geral do Sindicato, Aroaldo Oliveira da Silva. 

“Um dos principais motivos para a alta nos preços do barril de petróleo, da gasolina e do botijão de gás é porque o governo reduziu a produção nas refinarias e agora importa gasolina dos Estados Unidos”, completou.


Ato no Rio de Janeiro

O ato realizado pela FUP na tarde de ontem reuniu milhares de trabalhadores de diversas categorias em uma marcha em defesa “do emprego, da Petrobras e do Brasil”. A marcha saiu do edifício-sede da Petrobras (Edise), no centro do Rio, em direção aos Arcos da Lapa. Durante a atividade, foi anunciada a decisão do TRT de Curitiba para suspender as demissões na fábrica do Paraná até dia 6 de março. “Estou aqui muito feliz porque a Justiça do Trabalho do Paraná acabou de suspender as demissões. Essa é uma vitória importante, mas nós não podemos subestimar a capacidade de fazer maldades do governo Bolsonaro. É importante que em todo Brasil a gente mantenha a nossa organização. A luta continua e parabéns aos petroleiros pela vitória!”, declarou o presidente da CUT Sérgio Nobre, presente na marcha. 

Apoio dos caminhoneiros
Em carta enviada a Bolsonaro e aos 27 governadores, a Associação Nacional dos Transportadores Autônomos do Brasil (ANTB) apoia totalmente a greve dos petroleiros. Os caminhoneiros autônomos da Baixada Santista realizaram paralisação, na última segunda-feira, 17, no Porto de Santos. A categoria também lançou uma campanha para avançar na luta contra a política de preços dos combustíveis de reajustes praticamente diários dos preços, de acordo com a variação internacional do barril de petróleo e a flutuação cambial
 
Greve nos Correios
Também em defesa dos serviços públicos, os trabalhadores e trabalhadoras dos Correios devem entrar em greve a partir do dia 4 de março. A categoria se prepara para realizar assembleias em todo o país, no dia anterior, 3. As assembleias devem envolver cerca de 99 mil trabalhadores, de 36 sindicatos filiados a e não filiados à Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares). A ação vem após a decisão de Jair Bolsonaro e do ministro da Economia, Paulo Guedes, de privatizar a empresa.
Da redação