Trabalhadoras debatem impactos da reforma da Previdência na vida das mulheres

O Coletivo das Mulheres Metalúrgicas do ABC realizou uma oficina para debater os impactos da reforma da Previdência na vida das mulheres, ontem, na Regional Diadema. Participaram as CSEs e as trabalhadoras em empresas de Ribeirão Pires, São Bernardo, Diadema e montadoras.
“As mulheres no chão de fábrica saíram da oficina muito espantadas com a dimensão do que é a reforma da Previdência. A TV não mostra nada disso, só diz que a reforma é necessária. Mas é necessária para quem? Querem ‘economizar’ R$ 1 trilhão para os banqueiros, não para melhorar a vida das pessoas”, afirmou a coordenadora do Coletivo, Andrea Ferreira de Sousa, a Nega.
A oficina contou com explicações do departamento de Formação, da subseção do Dieese e da assessoria jurídica do Sindicato.
A CSE na Papaiz Udinese, Márcia Maria de Paula, a Marciona, contou que a oficina esclareceu diversos pontos da reforma. “A mulher é a principal responsável por cuidar dos filhos, da família e da casa. Que mulher conseguirá ter 62 anos de idade e 40 anos de contribuição? Isso para ter o valor de benefício muito reduzido”, disse.
A preocupação de que não conseguirão mais se aposentar foi levantada por diversas trabalhadoras. “As mulheres serão as mais prejudicadas com essa reforma. Por isso, a participação de cada uma é muito importantes na luta. Convocamos todas para a greve geral no dia 14 de junho”, chamou Andrea.