Trabalhadores debatem inclusão da pessoa com deficiência

A Comissão de Metalúrgicos do ABC com Deficiência e a Abea (Associação Brasileira de Emprego Apoiado) realizaram o Seminário de Emprego Apoiado nos dias 7 e 8, na sede da Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT, em São Bernardo.

O secretário-geral do Sindicato, Aroaldo Oliveira da Silva, reforçou a importância de esclarecer e dialogar com os dirigentes e a sociedade sobre a realidade das pessoas com deficiência e a exclusão que muitas vivem no Brasil.

Foto: Adonis Guerra

“Muitos tratam as pessoas com deficiência como coitadas, mas não são. Na verdade, elas têm que ter condições para estudar, trabalhar e ter uma vida como os outros na sociedade. Temos que discutir como se constroem essas condições”, afirmou. 

“O momento é de ataques do governo, como essa aberração da medida que passa a contar em dobro uma pessoa com deficiência grave para preenchimento da cota. Mostra que esse governo não está interessado em incluir pessoas com deficiência. Por isso, o seminário foi tão importante”, prosseguiu.

O coordenador da Comissão de Metalúrgicos do ABC com Deficiência e vice-presidente da Abea, Sebastião Ismael de Sousa, o Cabelo, explicou que a metodologia do Emprego Apoiado foi criada nos Estados Unidos há mais de 30 anos.

“O seminário foi muito produtivo para que mais dirigentes entendam o que é Emprego Apoiado, que é a inserção de pessoas com deficiência com acompanhamento de um técnico. Por exemplo, uma pessoa que tem limitação intelectual e não se formou, mas tem toda condição de trabalhar se tiver acompanhamento. Basta dar as condições para inclusão”, defendeu.