Trabalhadores na base estão mobilizados. FEM/CUT retoma negociações com o Grupo 3
Trabalhadores aprovam luta nas fábricas. FEM/CUT retoma as negociações com o G3
As mobilizações por avanços na Campanha Salarial foram aprovadas em assembleias pelos trabalhadores na Isringhausen e Polistampo, em Diadema; Zema Zselics e Zaba, em São Bernardo. A luta é pela assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho, reposição da inflação e aumento real.
Em Diadema, na sexta-feira, dia 27, o coordenador da Regional, Claudionor Vieira do Nascimento, reforçou a necessidade de organização e participação da classe trabalhadora, já que os patrões querem mexer até no piso salarial.
“Tem patrão se sentindo o dono da razão, achando que pode fazer tudo. Temos que fazer o contraponto e não permitir que isso aconteça na categoria”, disse.
“Patrão diz que os trabalhadores ganham muito, mas se ganhassem mesmo não estariam aqui. Muitos já gastam o salário antes mesmo de receber. Fiquem atentos ao chamado para a Assembleia Geral que definirá os rumos da Campanha Salarial”, afirmou.

Fotos: Adonis Guerra
Na Isringhausen, o coordenador de área, João Paulo Oliveira dos Santos, alertou para as mudanças na relação capital e trabalho com a reforma Trabalhista.
“Tem empresa que quer pagar menos que um salário mínimo com o contrato intermitente.Vão dizer que teve aumento do emprego, mas tenham sempre a dúvida na cabeça: qual novo emprego está aparecendo? Esse novo emprego é, na verdade, subemprego. A Convenção Coletiva é importante porque a CLT está sendo desmontada”, criticou.

O CSE na Isringhausen, Josivan Nunes do Vale, o Cachoeira, disse que é a Convenção Coletiva que garante os direitos conquistados historicamente. “Não vamos aceitar o que o patrão quer nos impor, somos nós que fazemos a máquina do país girar. Vamos à luta”, disse.
Na Polistampo, o coordenador de área, Antônio Claudiano da Silva, o Da Lua, ressaltou que é o patamar de organização dos trabalhadores que garante as conquistas. “Só é possível mudar a realidade com envolvimento e luta. Só juntos vamos avançar”, chamou.

O CSE na Polistampo, Cícero Gomes de Moura, reforçou a importância da unidade. “Imagine como seria mais difícil ainda se cada um fosse negociar sozinho com o patrão. Se a inflação aumenta e o salário não, ninguém vai ter dinheiro para comprar um carro. Como vamos produzir peças? Só conquistamos avanços com unidade”, disse.
São Bernardo
Foto: Raquel Camargo
Em assembleia na Zema Zselics, ontem, o coordenador de área, Jonas Brito, reforçou a importância da Convenção Coletiva. Na sexta, dia 27, foi a vez de os trabalhadores na Zaba aprovarem a mobilização.
“Mesmo nos grupos com Convenção Coletiva por dois anos, há dificuldades na Campanha Salarial. Os trabalhadores deram o recado de que não aceitarão nenhum direito a menos e que estão com pensamento de unidade para fechar a Campanha Salarial que contemple os anseios da companheirada”, explicou.
Foto: Raquel Camargo
Rodadas de negociação
Os dirigentes dos sindicatos que compõem a FEM/CUT (Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT) avaliam hoje, em reunião da direção ampliada, o processo de negociação para definir os próximos passos da Campanha Salarial.
O presidente da FEM/CUT, Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão, ressaltou a retomada da negociação com o Grupo 3 ontem, após o Sindipeças ter enviado aviso às empresas para aplicarem o INPC sem negociação.

“Retomamos o diálogo com o G3 e a bancada patronal conversará novamente com as empresas. Até o fim da semana, a expectativa dos dirigentes sindicais é que surja uma proposta econômica que contemple os trabalhadores”, disse.
Na sexta, dia 27, a Federação teve rodadas de negociação com as bancadas da Estamparia, G10 e Sindratar, em São Paulo.
“A Estamparia vem apresentando as dificuldades do setor. Já com o Sindratar avançamos nas questões sociais e deixamos o pedido de reposição da inflação e aumento real. E temos expectativa com o G10, já que não assina a Convenção Coletiva há dois anos”, contou o secretário de administração da Federação, Adilson Faustino, o Carpinha.