Trabalhadores na GL, Evacon e Unitec se somam à luta pela Campanha Salarial
Mobilizações na base se intensificaram nas últimas semanas pela assinatura da Convenção Coletiva, reposição da inflação e aumento real
Foto: Raquel Camargo
As mobilizações de Campanha Salarial na base contaram ontem com a participação dos trabalhadores na GL e Evacon, em Diadema, e na Unitec, em Ribeirão Pires. O Sindicato tem intensificado a luta nas últimas semanas por avanços na Campanha Salarial.
Na GL, a assembleia ontem foi realizada em conjunto com os companheiros na Evacon. O coordenador da Regional Diadema, Claudionor Vieira do Nascimento, ressaltou que as assembleias são para passar o recado de que as bancadas patronais precisam assinar a Convenção Coletiva de Trabalho, a reposição da inflação e a luta por aumento real.
“São direitos que os trabalhadores lutaram muito para conquistar e temos que garantir que continuem valendo. Unidos nós vamos fazer a diferença na luta”, chamou.
O dirigente falou sobre o momento de ataques aos direitos. “A reforma da Previdência é para pagar juros da dívida pública, não é para gerar empregos. O governo tem que parar de falar asneira e falar em desenvolvimento, fortalecimento da indústria nacional e educação. Quando pensa no futuro dos filhos, pensa logo em estudo. Quando olha para o futuro do país, é da mesma forma, tem que investir em universidades públicas, técnicas, pesquisa”, defendeu.
Foto: Raquel Camargo
O coordenador de área, Antônio Claudiano da Silva, o Da Lua, afirmou que as mobilizações diárias nas fábricas são para ajudar a resolver a Campanha Salarial. “Temos que renovar a Convenção Coletiva com todos os direitos e garantias. Com o trabalho intermitente o salário se resume a pó porque a empresa só chamará quando quiser”, disse.
Foto: Raquel Camargo
A coordenadora do Coletivo de Mulheres Metalúrgicas do ABC, Andrea Ferreira de Sousa, a Nega, chamou a atenção de que a Campanha Salarial, ao contrário do que alguns pensam, vai além de reajuste salarial.
“A Campanha Salarial pode decidir a vida da gente com as cláusulas sociais. É a Convenção que garante o pagamento até o dia 5 do mês, ao invés de ser no quinto dia útil como tinha patrão que defendia. Tem também a garantia do emprego a quem sofre acidente de trabalho ou doenças ocupacionais”, exemplificou.
A CSE na GL, Maria José da Silva Modesto, chamou os trabalhadores para a unidade na luta. “Temos que estar firmes e organizados. Esperamos 12 meses para ter correção no salário e agora é hora de luta. Fiquem atentos ao chamado do Sindicato.”
O CSE na GL, Milton Aparecido Alves Bertholdo, o Miltão, lembrou que a pauta de reivindicações foi entregue em julho. “A companheirada vem acompanhando o andamento das negociações e agora, já em outubro, temos que cobrar avanços”, disse.
Foto: Raquel Camargo
Ribeirão Pires

Foto: Andris Bovo
Na Unitec, o coordenador da Regional Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, Marcos Paulo Lourenço, o Marquinhos, falou das mesas de negociação.
“Os empresários dizem que querem um Brasil competitivo, mas querem tirar essa competitividade do direito dos trabalhadores, ao invés de investirem em tecnologia. Aí eles falam na mesa de negociação que o INPC de 3,28% não dá pra aplicar, que é muito. A gente está falando em aumento real e eles não querem aplicar nem a inflação. Nós vamos parar as fábricas se for preciso”, reforçou.

Foto: Andris Bovo
O CSE na Unitec, Valdir Gomes da Silva, fez a defesa dos direitos. “Essa Campanha Salarial é para que todos tenham um aumento digno e a gente sempre vai resistir e buscar aquilo que é direito nosso. Vamos ficar juntos e unidos para fazer a luta que for necessária”, afirmou.
FEM/CUT
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Foto: Divulgação
A diretora da FEM/CUT (Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT), Maria Gilsa Macedo, que negocia a Campanha Salarial, contou que as dificuldades na mesa de negociação com as bancadas patronais continuam.
“A bancada dos trabalhadores está bastante empenhada em chegar a um acordo. Nas assembleias os trabalhadores também estão dando o recado aos patrões para ter proposta à altura dos trabalhadores. Vamos para a luta”, chamou.
Na sexta, dia 27, a Federação teve rodadas de negociação com as bancadas da Estamparia, G10 e Sindratar, em São Paulo.

Foto: Divulgação