Trabalhadores na IGP, Zema e Zeppelin votam propostas de PLR

Foto: Adonis Guerra

Os trabalhadores na Zeppelin e na Zema Zselics, em São Bernardo, aprovaram os acordos de PLR (Participação nos Lucros e Resultados) negociados pelo Sindicato com as empresas. Já na IGP, em Diadema, a proposta foi rejeitada em assembleia na tarde de ontem.

O coordenador de área e CSE na IGP, Antônio Claudiano da Silva, o Da Lua, contou que foram realizadas uma plenária com os trabalhadores e duas reuniões com a empresa antes da assembleia.

“Os companheiros entenderam que a proposta da IGP está muito aquém das expectativas, até porque a produção na empresa está a todo vapor”, afirmou. “Com isso, a proposta foi rejeitada e aprovada a entrega do aviso de greve para que em 48 horas a empresa marque uma nova reunião e apresente uma proposta satisfatória”, explicou.

Zema

O coordenador de São Bernardo, Genildo Dias Pereira, o Gaúcho, lembrou que as negociações com a Zema, em junho, foram difíceis. “Só com a organização dos trabalhadores foi possível que o Sindicato tivesse força para negociar e conquistar acordos”, ressaltou.

O pagamento da PLR na Zema será em duas parcelas, agosto e outubro. A contribuição negocial também foi aprovada. Quem ficar sócio até a data de pagamento da primeira parcela ficará isento da contribuição negocial.

O dirigente reforçou o chamado para a mobilização. “A partir de agora, a luta é pela data base da Campanha Salarial. Em alguns grupos patronais a negociação da Convenção Coletiva está garantida por dois anos e em outros a negociação será tanto de cláusulas econômicas quanto sociais”, disse.

Fotos: Divulgação

Zepellin

Na Zeppelin, os trabalhadores aprovaram o acordo em assembleia na terça-feira, dia 30 de julho. A primeira parcela foi paga em julho e a segunda será em janeiro. Quem ficar sócio do Sindicato até 15 de agosto será isento da contribuição negocial. 

O coordenador de área, José Caitano Lima, falou sobre o fortalecimento da organização dos trabalhadores.

“Em um cenário de retirada e ataques aos direitos, é fundamental estarmos juntos na luta pela Campanha Salarial para conquistar a Convenção Coletiva e assegurar as conquistas nas cláusulas econômicas e sociais”, defendeu.