Trabalhadores na ZF, Autometal e TRW atrasam entrada nas fábricas

Foto: Edu Guimarães
Os Metalúrgicos do ABC iniciaram ontem as mobilizações nas fábricas para fortalecer a luta pela assinatura dos acordos coletivos com as bancadas patronais na Campanha Salarial 2017. Os trabalhadores atrasaram a entrada nas fábricas ZF, em São Bernardo, Autometal e TRW, em Diadema.
O presidente do Sindicato, Wagner Santana, o Wagnão, conversou com os companheiros na ZF sobre a retirada de direitos imposta à classe trabalhadora para que o governo possa pagar a dívida com os bancos. Ele citou, inclusive, a venda do Pré-Sal e de parte da Amazônia.
“A proposta de reforma da Previdência não é para dizer que o Estado precisa gastar menos ou que a Previdência atual não serve, é porque precisam tirar do nosso bolso, do nosso sacrifício para pagar os juros aos banqueiros”, alertou.
“Com a reforma Trabalhista é a mesma coisa, o governo precisa diminuir o custo do trabalhador para que a empresa tenha mais lucro. Esse lucro maior é taxado pelo governo e com esse imposto se paga a dívida. Nessas duas reformas estamos pagando o pato da dívida externa”, destacou o presidente.
Wagnão alertou para a necessidade de unidade e luta com o objetivo de garantir condições dignas de trabalho às gerações futuras. “Estamos lutando agora pelos nossos direitos, mas principalmente para aqueles que dependem de nós. Essa garotada que vai entrar no mercado de trabalho irá se submeter às condi- ções que temos que garantir, com a nossa mobilização”, convocou.

Foto: Adonis Guerra
Autometal e TRW
O coordenador da regional Diadema, Claudionor Vieira do Nascimento conduziu a assembleia com os trabalhadores em Diadema. “Os patrões estão tentando ganhar tempo até começar a vigorar a reforma Trabalhista e não podemos deixar chegar nisso. Se não tiver acordo, vamos ter que intensificar os movimentos e partir para a greve”, ressaltou.
Rodada de negociação com o Sindicel
A Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT, a FEMCUT, se reuniu ontem com o Sindicel. A bancada patronal não apresentou as respostas para reivindicações da FEM-CUT, conforme estava previsto, afirmou que assinará a Convenção Coletiva por um ano, desde que não haja impactos financeiros e sinalizou que não participará da mesa de negociação permanente.
Da redação