Trabalhadores percorrem as ruas de São Paulo contra a reforma da Previdência
Ato contou com coleta de assinaturas para o abaixo-assinado que será entregue ao Congresso Nacional. Luta continua em defesa da aposentadoria digna

Fotos: Divulgação
Na volta do recesso parlamentar, quando os deputados federais iniciam a votação em segundo turno da proposta de reforma da Previdência, os Metalúrgicos do ABC se reuniram aos trabalhadores de diversas categorias para alertar a população sobre os ataques que a medida representa. O ato em São Paulo teve concentração na manhã de ontem na Praça do Patriarca, seguida de caminhada pelas ruas do centro.
Também foi realizada a coleta de assinaturas da população para o abaixo-assinado contra a reforma do governo. O texto-base da proposta já foi aprovado em 1ª turno na Câmara no dia 10 de julho.

O secretário-geral da CUT-SP, João Cayres, contou que dirigentes de diversos sindicatos participaram do ato. “A ideia foi chamar a atenção da população, com panfletagens e esclarecimentos de que ainda há tempo para lutar contra a reforma. Muita gente acha que a reforma já passou, mas explicamos que ainda tem a votação em 2º turno na Câmara e depois dois turnos no Senado”, disse.
“Muitos não acreditaram que a Câmara aprovaria os absurdos da reforma da Previdência, ao reduzir o valor da aposentadoria, ampliar o tempo de contribuição e instituir idade mínima”, afirmou.

O CSE na Mahle, Marcelo Pereira, chamou a atenção da população sobre o que a proposta representa.
“Levantamos todos os dias e damos o sangue dentro das fábricas. Queremos o direito à aposentadoria para ter o tempo de viver a nossa vida. Não vamos permitir que essa reforma passe de forma alguma. Isso é uma deforma, é retirada de direitos”, explicou.
“Vamos dar a resposta a esse governo que não nos representa, só representa a elite, os banqueiros e os empresários, quer entregar o Brasil e bate continência para os Estados Unidos”, reforçou.

A proposta impõe idade mínima para aposentadoria de 65 anos para homens e 62, para mulheres. Acaba a aposentadoria por tempo de contribuição. Também rebaixa muito o valor do benefício ao alterar o cálculo, já que o piso do benefício será de 60% da média de todas as contribuições feitas pelo trabalhador. Para se aposentar com o valor integral, será preciso 40 anos de contribuição homens e 35 anos, mulheres.