Tribuna no Mundo – China alia planejamento com preservação ambiental

Foto: Divulgação

Na última matéria da série sobre o trabalho na China, vamos abordar como a integração regional, que envolve mobilidade, logística e pla­nejamento, funciona em favor das indústrias e também da população, aliando desenvolvimento com pre­servação ambiental.

A delegação do Sindicato en­tendeu como se dá a idealização e execução de todo o processo até que um conglomerado industrial seja instalado em uma localidade.

“No planejamento chinês eles procuram verificar antes a vocação da cidade para produção. Assim, os investimentos feitos pelo governo são baseados neste estudo”, contou o diretor executivo do Sindicato res­ponsável pelas Relações Institucio­nais e integrante da delegação, Nelsi Rodrigues da Silva, o Morcegão.

O diretor citou como exemplo o polo de Yixing, região expo­ente na fabricação de cerâmica, mas onde houve uma aposta em empresas mais limpas por conta dos rios e bacias hidrográficas existentes no local.

A integração entre as regiões é outro ponto de destaque para que tudo funcione de forma satisfató­ria. “As regiões não são isoladas, antes de uma empresa se instalar na cidade, o governo providencia a infraestrutura e corporações imo­biliárias montam a área residencial. A região surge como um todo de forma simultânea”, explicou.

Uma das principais preocupa­ções atuais no governo chinês é minimizar os impactos ambientais desse desenvolvimento. “A China investe hoje em uma matriz in­dustrial limpa por várias questões, uma delas se deve ao fato de o país ser um grande poluidor do planeta e de já ter poluído muito no pas­sado. Eles estão começando a fazer um trabalho de reversão e isso tem a ver com uma indústria mais moderna. Assim também se busca uma condição de vida mais saudá­vel para a população”, avaliou.

Na mesma rota de integração, logística e preocupação ambien­tal, funcionam as ciclovias. Em fevereiro deste ano, na cidade de Xiamen, foi inaugurada a primeira ciclovia elevada da China, a maior do mundo com oito quilômetros de extensão.

O objetivo é oferecer aos habi­tantes novas alternativas de deslo­camento que não congestionem as ruas nem poluam o ar.

Da Redação.