Tucanos acumulam dívida com servidores em São Paulo

Ao invés de negociar, Serra ataca trabalhadores
Como se não bastasse o descaso com o qual os governos do PSDB, que se sucedem no Palácio dos Bandeirantes há mais de uma década, oferecem a todos os setores públicos, o atual governador, José Serra, começou a atacar a legítima organização dos trabalhadores em defesa dos seus direitos.

Na semana passada, ao ser questionado sobre a greve dos policiais civis por melhores salários e condições
de trabalho, Serra preferiu
transferir a responsabilidade
da greve à CUT.

O que Serra não disse é sua falta de compromisso
com o funcionalismo público. A data-base dos servidores é março, mas o governador não negocia e nem atende às reivindicações.

Serra também escondeu
que foi à Justiça para impedir que os policiais civis veiculassem anúncio na tevê que denuncia a falta de diálogo com o governo estadual.

O presidente da CUT, Edílson de Paula, disse que “as críticas do governador mostram que nossas concepções
de democracia e desenvolvimento são opostas,
pois nós acreditamos na distribuição de renda, igualdade
e participação popular, e ele não”.

O presidente da CUT São Paulo, Edílson de Paula,
disse que a CUT, graças à sua história, é hoje uma referência na organização da classe trabalhadora em conquistas históricas como a redução da jornada de trabalho
e elevação do salário mínimo.

“A culpa pela greve é da gestão tucana. O afastamento
dos delegados que expressaram sua insatisfação
diante do sucateamento da segurança pública em São Paulo fala por si só”, comentou Edílson.