Venda da Embraer pode comprometer geração de empregos na região

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A notícia de uma possível aquisição de 51% das ações da empresa brasileira Embraer pela americana Boeing causou preocupação sobre o futuro do setor no Brasil e a geração de empregos na região. O martelo ainda não foi batido e o governo diz estudar uma nova proposta que envolve a criação de uma terceira empresa para a fabricação de jatos comerciais.

Para o secretário-geral do Sindicato, Aroaldo Oliveira da Silva, a venda resultaria em abrir mão de um importante centro de inteligência e desenvolvimento brasileiro para entregar aos americanos, além da não abertura de postos de trabalho no Brasil.

“Lutamos tanto para ter inteligência de ponta no Brasil, e a Embraer é uma empresa que desenvolve inteligência no País, inclu­sive é pioneira numa série de pesquisas e desenvolvimento. A venda significaria abrir mão de tudo isso, além de comprometer uma área estratégica da defesa nacional”, destacou.

Aroaldo ressaltou a preocupação com o acordo firmado no ano passado com a em­presa sueca, Saab. “Isso pode comprometer a parceria que o Brasil firmou com a Saab para a aquisição dos caças Gripen. Nesse acordo está prevista a transferência de tecnologia, que pode ficar comprometida, já que a Saab não vai entregar a tecnologia e o segredo industrial dela para a Boeing”.

A geração de empregos na região, pre­vista no acordo, também pode ser enfra­quecida, segundo ele.

“Inclusive, a instalação da unidade da Saab aqui na região e os empregos altamen­te qualificados que seriam gerados pode não ocorrer”, concluiu.

Acordo

Em outubro do ano passado, a Tribuna publicou que a Saab forneceria 36 caças Gripen NG para a Força Aérea Brasileira, a FAB, e que o diretor geral da fábrica de São Bernardo havia anunciado o forneci­mento de aeroestruturas para os caças e a contratação de trabalhadores.

Da Redação.