Volkswagen prepara novo ciclo de investimentos para 2021

Montadora já voltou a usar os recursos do plano suspenso no início da pandemia

Aos poucos, a indústria automobilística retoma programas de investimentos que haviam sido suspensos no início da pandemia. As duas maiores montadoras do país, General Motors e Volkswagen, anunciaram que voltaram a usar parte dos recursos programados para este ano. No caso da GM, a empresa está no início de um novo ciclo, de R$ 10 bilhões, previsto para ser concluído entre 2020 e 2024.

Já na Volks, a pandemia retardou o fim de um plano de R$ 7 bilhões, programado para o período de 2017 a 2020. O presidente da Volks na América Latina, Pablo Di Si, anunciou ontem que em 2021 a companhia anunciará um novo ciclo de investimentos. O último programa de investimentos da Volks serviu basicamente para uma completa renovação da linha de produtos. Com isso, a marca alemã conseguiu chegar mais perto da liderança do mercado brasileiro, ocupado pela GM.

Ontem, Di Si apresentou à imprensa o último dos 20 novos modelos – entre nacionais e importados – previstos no plano de investimentos de R$ 7 bilhões. Agora, a Volkswagen se prepara para a fase da eletrificação dos veículos na América do Sul. Como o Brasil ainda não oferece demanda suficiente para a produção local em alta escala, assim como a maioria dos demais fabricantes, a Volks continuará a importar esse tipo de veículo. Di Si promete, para o mercado brasileiro, cinco novos modelos híbridos ou elétricos até 2023.

Como consequência dos efeitos da pandemia, a Volks enfrenta paralisações ocasionais, segundo o executivo, por falta de peças. Di Si estima que a indústria conviverá com o problema por mais 30 a 40 dias. A Volks mantém aberto um programa de demissões voluntárias. Di Si não revela quantas vagas a empresa pretende eliminar. Antes do PDV a Volks tinha cerca de 15 mil empregados nas quatro fábricas do país.

Do Valor Econômico