1º de Maio de luta e solidariedade!

Em 1889, o Congresso Socialista Internacional, realizado em Paris, adotou o 1º de Maio como data internacional de luta dos trabalhadores.

Foto: Divulgação

A data, que passou a ser celebrada em mais de 80 países a partir do ano seguinte, homenageou os mártires de Chicago, como ficaram conhecidos os líderes da greve geral naquela cidade, deflagrada no dia 1º de maio de 1886, cuja principal reivindicação era a jornada de 8 horas diárias de trabalho. Caminhando pelos distritos operários de Chicago os grevistas gritavam o slogan “diária de oito horas sem redução no salário”.

Num violento conflito com policiais no dia 4 de maio, 100 manifestantes foram presos e oito foram processados. Destes, quatro sindicalistas, Adolph Fischer, George Engel, Albert Parsons e August Spies, vestindo túnicas brancas e com o rosto coberto por capuzes, foram enforcados no dia 11 de novembro de 1887.

Neste sábado teremos mais um 1º de Maio. Infelizmente, em pleno século XXI, estaremos protestando contra abusos semelhantes àqueles vividos pelos trabalhadores de Chicago no século XIX. As reformas liberais aprovadas desde 2016 somadas à gestão desastrosa da atual pandemia estão produzindo uma tragédia social que vitima a classe trabalhadora brasileira como não víamos havia muito tempo. Superamos o inaceitável número de 400 mil mortes pela Covid-19, além de mais de 20 milhões de trabalhadores desempregados e passando fome.  

Como não poderia deixar de ser, este 1º de Maio será de luta e protestos para combater a atual usina de mortes e de miséria em que se transformou o nosso país pelas mãos sujas de sangue do atual governo. Ao mesmo tempo, temos que ser solidários com os trabalhadores que vivem o triste flagelo do desemprego e da fome. Mais do que nunca, precisamos ecoar por todos os cantos do país o nosso grito de resistência e liberdade: “Trabalhador Unido Jamais Será Vencido!”.

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