2026 começa com desemprego em 5,2%, o menor da série histórica no Brasil
Emprego voltou a ocupar lugar central na economia e na vida da classe trabalhadora, refletindo políticas públicas voltadas ao crescimento com inclusão social.

O ano de 2026 tem início com a menor taxa de desemprego já registrada no país. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o índice caiu para 5,2% no trimestre móvel encerrado em novembro, o menor desde o início da série histórica, em 2012. Para o Sindicato, o resultado confirma que o emprego voltou a ocupar lugar central na economia e na vida da classe trabalhadora, refletindo políticas públicas voltadas ao crescimento com inclusão social.
Para o presidente do Sindicato, Moisés Selerges, os números expressam uma mudança concreta na realidade do país. “Quando as pessoas têm emprego, passam a ter salário, dignidade e capacidade de consumo. Isso não é acaso, é resultado de políticas assertivas do governo federal. O Brasil voltou”, afirmou.
Os dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) indicam que a população ocupada alcançou 103 milhões de trabalhadores, novo recorde da série histórica, com crescimento de 1,1 milhão de pessoas em um ano. Já o número de desempregados caiu para 5,6 milhões, uma redução de 14,9% em relação a 2024, o equivalente a 988 mil pessoas a menos nessa condição. Na comparação com o trimestre anterior, a queda foi de 7,2%.
Outro indicador positivo é o nível de ocupação, que chegou a 59% da população em idade de trabalhar, o maior já registrado. A taxa de subutilização caiu para 13,5%, também o menor patamar da série, evidenciando a redução do desemprego oculto e do desalento.

Recuperação
Moisés reforça que a geração de empregos tem impacto direto nas condições de vida. “Sem trabalho, as pessoas não conseguem se alimentar, pagar aluguel ou manter suas famílias. Vivemos um período em que muitos estavam na fila do osso, pedindo comida nos faróis. Isso não pode ser esquecido”, destacou.
O mercado formal segue como um dos principais motores dessa recuperação. O número de trabalhadores com carteira assinada chegou a 39,4 milhões, o maior da série histórica, com crescimento de 2,6% em um ano, o equivalente a um milhão de novos empregos formais. No sentido oposto, o total de empregados sem carteira caiu para 13,6 milhões, redução de 486 mil pessoas em relação a 2024.
A taxa de informalidade recuou para 37,8%, enquanto o número de desalentados caiu para 2,6 milhões, o menor nível desde 2015. O rendimento médio real habitual também bateu recorde, alcançando R$ 3.574, com alta de 4,5% em um ano. Já a massa de rendimentos chegou a R$ 363,7 bilhões, impulsionando o consumo e a atividade econômica.
“Emprego é dignidade, é moradia, é comida na mesa. É isso que defendemos. Queremos um país que gere trabalho, distribua renda e permita que as pessoas vivam do fruto do seu suor”, afirmou Moisés. Para o Sindicato, o desafio agora é manter a roda da economia girando, com crescimento sustentável, valorização do salário e mais empregos em 2026.