8 de março, para muito além das flores

No Dia Internacional da Mulher muitas são presenteadas e elogiadas pela data. As demonstrações carinhosas, no entanto, não devem ofuscar o símbolo desta data histórica. Ela representa um importante marco de luta instituída por mulheres que sofriam forte opressão de classe e como mulher.

No início do século XX o movimento feminista passa a se organizar nas fábricas dos EUA e da URSS, com o objetivo de lutar por direitos, uma vez que as trabalhadoras viviam condições desumanas.

Esta estreita relação entre a exploração do trabalho e a opressão da mulher ficaria cada vez mais explícita quando as experiências vivenciadas por elas tornaram-se públicas e coletivas. Saíram de suas casas para, nas fábricas, serem submetidas a situações de assédio, violência, e exploração, mantendo ainda, a rotina das tarefas diárias em seus lares. É nessa convivência com pares, porém, que encontrarão formas de resistência para lutar por igualdade de direitos.

Algumas passaram a arriscar tudo, emprego, família e suas vidas, para assumirem a luta feminista por igualdade. No II Congresso Internacional de Mulheres Socialistas, ocorrido na Dinamarca, em 1910, sugere-se fincar bandeira histórica por direito das mulheres na realização de um dia ao ano, sem ainda estipular data específica.

Em 1921, o dia 8 de março foi aceito como dia oficial de lutas na Conferência Internacional das Mulheres Comunistas, em referência aos acontecimentos de 1917, quando mulheres russas tomaram as ruas por “pão e paz”, estopim para a Revolução Russa.  A data foi reconhecida pelas Nações Unidas em 1975.

Vivemos tempos complexos e sombrios. Por isso mesmo, encontrar os fios da história, especialmente os apagados pelo tempo, nos parece ser fundamental para as saídas deste labirinto.

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