8º Congresso da CNM/CUT: direção executiva realiza encontro preparatório


Maria Ferreira, Carlos Grana, João Cayres e Paulo Vanucchi durante reunião realizada nesta sexta. Foto: João Alfredo

Nesta sexta-feira (25), a direção executiva da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT, representando os sindicatos e federações filiadas de todo o país, reuniram-se na sede da CNM/CUT, em São Bernardo do Campo, como parte das preparações do 8º Congresso Nacional dos Metalúrgicos da CUT “Organização Sindical e Desenvolvimento Sustentável”, que acontece entre os dias 26 e 29 de abril,  no hotel Caesar Park, em Guarulhos-SP.

Na mesa de abertura, o presidente da CNM/CUT, Carlos Grana, o secretário-geral, João Cayres e a secretária de Mulheres, Maria Ferreira Lopes, deram as boas-vindas ao convidado especial do encontro: o ex-ministro dos Direitos Humanos, Paulo Vanucchi. Na parte da manhã, ele fez uma análise detalhada da atual conjuntura política do país e os desafios que serão enfrentados pelo governo e o movimento sindical no próximo período.

“É preciso mudar sempre para manter a coerência”, disse o ex-ministro ao se referir à constante adaptação dos governos de esquerda às realidades socioeconômicas para a construção e manutenção das políticas progressistas em ação no Brasil desde 2003, com o início do governo Lula, que teve forte atuação na diminuição das desigualdades sociais do país.

Entre os principais legados dos últimos oito anos está a mudança consistente na distribuição de renda. “Ao mexer nessa estrutura, pode-se nascer um novo país”, constatou.

Segundo Vanucchi, a tendência da economia brasileira para os próximos dez anos é de crescimento semelhante à registrada no último período. “Este será um ano difícil dentro de um logo período positivo que vem por aí”, afirmou, lembrando os investimentos para a Copa do Mundo, Olimpíadas e o pré-sal como fios condutores deste crescimento.

Para o ex-ministro, o grande desafio para os sindicatos, partidos, empresas e ONGs é repensar o Brasil à luz dessa nova realidade. Vanucchi também fez uma análise sobre as revoluções no mundo árabe e afirmou que neste momento, “estamos no meio de um terremoto que não sabemos ainda o resultado.”

8º Congresso
No período da tarde, os dirigentes da CNM/CUT acompanharam uma apresentação feita pela subseção Dieese da CNM/CUT, que mostrou dados do setor metalúrgico no país.

O caderno de teses do 8º Congresso, que reúne as ações da Confederação no atual mandato e os rumos da categoria para o próximo período também foi apresentado para apreciação da direção executiva.

“É neste momento que podemos, todos juntos, definirmos as pautas que nortearão o Congresso e fazer importantes contribuições ao debate, que estão no caderno de teses. O tema do Congresso fala sobre desenvolvimento sustentável e é importante sabermos como os trabalhadores metalúrgicos, que são protagonistas no setor industrial, se inserem neste contexto”, disse Carlos Grana.

A direção executiva também acertou os últimos detalhes da grade de programação não apenas do Congresso, mas também do Seminário Internacional e do Congresso de Mulheres Metalúrgicas, que antecedem o evento que marca a despedida de Carlos Grana da presidência da CNM/CUT. Ele, que preside a Confederação desde 2004, foi eleito deputado estadual nas eleições do ano passado e assume uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo, a partir de 15 de março.

Da CNM/CUT (Valter Bittencourt)