Montadoras cortam lucro e turbinam carro para enfrentar os chineses

As quatro grandes montadoras que dominavam o mercado automobilístico nacional vêm perdendo participação sistematicamente desde a abertura dos portos, em 1990. A tendência nos próximos anos é de que esse indicador continue na descendente à medida que aumenta a concorrência dos importados, principalmente com a chegada dos chineses ao Brasil. E para enfrentar essa nova invasão as empresas estão se movimentando com a redução de margens de lucro, disse o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Bellini, que também é presidente da Fiat. O executivo disse que as empresas de grande representatividade no Brasil já reduziram muito os repasses da inflação oficial no Brasil, o IPCA nos último anos. “Reduzimos a margem de preço para ficarmos mais competitivos.”

Para o especialista Aparício Stefanni, da Autodata, a retração deverá ocorrer de forma mais lenta, uma vez que a perspectiva é de que essas empresas detenham entre 15% e 20% das vendas. Atualmente a líder é a Fiat, com 22,8%, seguida da Volkswagen, com 22,6%, segundo os números da Anfavea referentes ao ano passado.

De acordo com dados da Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), no acumulado dos primeiros cinco meses do ano, as empresas associadas à entidade que não têm fábrica no País trouxeram do exterior 71,2 mil automóveis, ou 22,36% do total importado.

Do DCI