Produção acumulada de veículos cresceu 20,7%
Dados indicaram um avanço nas vendas de todos os veículos: de 13,1% dos leves; de 54,3% para caminhões; de 31,2% para ônibus
O presidente da Anfavea, Cledorvino Belini, anunciou nesta terça-feira, 8, durante encontro com os jornalistas promovido em São Paulo, que a produção de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus somou 309.629 unidades em maio, avançando 6,6% em relação a abril e 14,9% sobre maio de 2009.
Foram montados 289.503 automóveis e comerciais leves (mais 7,0% sobre abril), 15.802 caminhões (mais 1,0%) e 4.324 ônibus (mais 7,2%).
A produção acumulada no ano atingiu 1.433.933 veículos, um crescimento de 20,7% sobre o mesmo período de 2009. Os leves subiram de 1.130.599 para 1.341.189 (18,6%), os caminhões de 43.971 para 73.433 unidades (67,0%) e os ônibus de 13.327 para 19.311 (44,9%).
Licenciamentos
Os dados da Anfavea mostram que as vendas de veículos de abril para maio recuaram 9,6%, de 277.843 para 251.087 unidades. No entanto, o volume representa recorde histórico para o mês de maio. Os leves caíram 10%, para 235.753 unidades, os caminhões 3,1% para 13.203 unidades; os ônibus 9%, para 2.131 unidades.
Os dados acumulados, no entanto, indicaram um avanço nas vendas de todos os veículos: de 13,1% dos leves; de 54,3% para caminhões; de 31,2% para ônibus.
Retorno do IPI
A venda de veículos no Brasil ainda não apresenta sinais de desaceleração por conta do retorno da cobrança do IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados. Dados divulgados pela Anfavea mostram que, após o pico de vendas registrado em março, os licenciamentos mantiveram o fôlego e alcançaram recorde histórico para o mês de maio, com 251 mil unidades.
Foram comercializados 235.753 veículos leves, 13.203 caminhões e 2.131 ônibus. O volume total representa uma queda de 9,6% sobre o volume vendido em abril e expansão de 1,7% ante o mesmo mês de 2009.
Cledorvino Belini, presidente da Anfavea, comemora o resultado e explica que no Brasil a reação à retirada dos estímulos foi diferente da verificado na Europa, que anotou queda nas vendas assim que os impostos voltaram a ser cobrados integralmente. “Estamos em uma situação muito diferente. O crescimento do PIB no ritmo de 6%, a expansão do crédito e o aumento da renda ajudam a manter a demanda”, explica.
Ranking de vendas
O dirigente da Anfavea destacou ainda que o País conquistou o quarto lugar no ranking mundial de vendas de veículos, atrás apenas da China, Estados Unidos e Japão. Segundo ele, é difícil projetar se será possível manter a posição mas, de qualquer forma, o País detém um grande mercado e figura ainda como o 6º maio produtor.
Da Automotive Business