Mulheres ocupam mais espaços

As mulheres ocupam cada vez mais espaços em cargos importantes na sociedade brasileira, mas é preciso lutar para avançar mais. Hoje, o sexo feminino ocupa apenas 21% dos cargos de chefia das empresas no País, segundo o Anuário das Mulheres Brasileiras, elaborado pelo Dieese.
“Por mais que tenhamos uma conjuntura favorável com uma presidenta da República mulher, é preciso avançar mais. Na categoria, por exemplo, a porcentagem de mulheres em cargos de chefia é muito baixa” afirmou Maria Gilsa Macedo (foto), do CSE na TRW.
Um exemplo do avanço ocorreu este ano, com a escolha da engenheira Maria das Graças Foster como a primeira mulher a ocupar a presidência da Petrobras, a maior empresa brasileira e uma das maiores do mundo.
Outro exemplo é a nomeação da ministra do STF (Superior Tribunal Federal), Carmen Lúcia, como a primeira mulher a presidir o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que vai cuidar das eleições dos próximos dois anos.
Mas a luta mais difícil é a enfrentada pelas mulheres negras, que são discriminadas duplamente – pelo sexo e pela cor. Segundo o Anuário das Mulheres Brasileiras, as mulheres negras possuem a menor renda média mensal em comparação com as mulheres não-negras (R$ 558,00 contra R$ 1001,00, em dados de 2009).
Uma conquista nesta batalha foi da baiana Luislinda Valois, primeira juíza negra do Brasil, que após esperar oito anos foi nomeada desembargadora no final do ano passado.
“Eu costumo dizer que sou a primeira juíza negra, rastafári, cabelo vermelho do Brasil”, brinca a desembargadora. Luislinda Valois foi também a primeira juíza negra a proferir uma sentença contra o racismo no Brasil.
Da Redação