Dilma: o projeto que defendemos para o Brasil

Rafael Marques é presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

Neste domingo, dia 26, após quase quatro meses de campanha eleitoral, milhões de brasileiros voltarão às urnas para decidir qual rumo darão ao País nos próximos anos. Estará sob nossa responsa­bilidade a tarefa de decidir o caminho que queremos seguir. Mais do que uma tarefa, um direito pelo qual lutamos ao longo de tantos anos para ver assegurado.

Nós, trabalhadores, não temos dúvidas do caminho que defen­demos para o Brasil: aquele que representa uma aliança com o tra­balhador e com as políticas que reafirmam a soberania do País. Um modelo de desenvolvimento centra­do no crescimento do emprego e da renda da sociedade como um todo e não só para parte dela. Aquele que “divide o bolo” enquanto o bolo cresce, que defende a redução das desigualdades e o desenvolvimento da indústria nacional.

A forma como algumas enti­dades patronais têm se conduzido no atual processo de Campanha Salarial dos metalúrgicos do Es­tado de São Paulo é um indicativo da diferença entre os projetos em disputa, um exemplo do quanto é importante estarmos atentos para a escolha do projeto que garante os direitos já conquistados pelos trabalhadores.

A recusa unânime dos setores pa­tronais em fechar a convenção coleti­va, num momento como o atual, demonstra um claro posicionamento político destes setores a favor de um modelo de desenvolvimento que privilegia a especulação, a abertura indiscriminada da economia ao capital internacional, o arrocho salarial e a perda de direitos.

Muitos dos setores empresariais mais beneficiados nos últimos 12 anos com desonerações tributárias, juros subsidiados pelo BNDES, margem de preferência nas compras governamentais e políticas setoriais que privilegiam a produção nacional – como é o caso do Inovar-Auto, que atraiu cerca de R$ 54 bilhões em investimento -, agora querem in­fluenciar o cenário político na di­reção do desmonte das conquistas que, ao ampliar o mercado interno e consequentemente o consumo das famílias, beneficiaram toda a sociedade brasileira, trabalhadores e empresários.

Ao contrário destes, nós, trabalhadores, temos clareza de que não queremos de volta o re­ceituário neoliberal da década de 1990 e início dos anos 2000, que só trazia prejuízos ao setor pro­dutivo e aos trabalhadores, com juros altos, recessão, desemprego, aumento da desigualdade e des­monte das conquistas sociais e trabalhistas.

Sabemos qual projeto quere­mos para o Brasil. Os Metalúr­gicos do ABC estão com Dilma.

Saiba como ela melhorou a vida do trabalhador

MAIS DE 100 MIL NA BASE

Em 2002, a base do Sindicato tinha 79.751 trabalhadores. Com Lula e Dilma, a ca­tegoria chegou a 100.881 companheiros 11 anos depois, um crescimento de 26%. Isto é, mais 21.130 metalúrgicos.

RENDA TAMBÉM CRESCEU

A renda média dos metalúrgicos do ABC passou de R$ 1.945,57 em 1994 para R$ 4.484,93 em 2014, ou seja, 131% acima da inflação dos últimos 12 anos. De 1994 a 2002 com o tucano FHC, a renda não evoluiu sequer 4%.

ISENÇÃO DE IR NA PLR

No final de 2012, Dilma anunciou a isenção do Imposto de Renda sobre a PLR até R$ 6 mil, atendendo reivindicação que a categoria fazia há anos. A decisão levou R$ 67 milhões para o bolso da companheirada

INCENTIVO À COMPRA DE CAMINHÕES

Também em 2012, Dilma investiu R$ 7,6 bilhões para incentivar a aquisição de bens de capital, entre eles os caminhões. A medida teve impacto sobre a produção que apresentava queda e ameaçava os empregos.

MAIS DE 20 MILHÕES DE EMPREGOS

Os governos Lula e Dilma abriram 1,79 milhão de novos postos de trabalho por ano desde 2003, derrubando a taxa de desemprego em setembro para 4,9% a menor para o mês desde 2002.

3,9 BILHÕES DE PROCEDIMENTOS NO SUS

Só em 2012, o SUS realizou 3,9 bilhões de procedimentos. Foram 11 milhões de internações; 3,3 milhões de cirurgias; 2 milhões em obstetrícia; 887 milhões de exames; e 583 milhões de ações de promoção e prevenção.

UM ANO DE MAIS MÉDICOS

14.462 novos profissionais no País, 50 milhões de pacientes em 3.785 municípios atendidos e 39 cursos de Medicina criados no interior. Até 2026 serão 600 mil médicos; média de 2,7 por mil habitantes.

POVO BEM INFORMADO

Dilma e Lula multiplicaram seis vezes o investimento em educação no País, que passou de R$ 18 bilhões, em 2002, para R$ 112 bilhões, em 2014 – um crescimento real de 223%. São mais 8 milhões de vagas só em cursos técnicos e de qualificação.

36 MILHÕES FORA DA POBREZA

Este é o número de pessoas que saíram da miséria com o Bolsa Família e outras ações de inclusão desde 2003 – 22 milhões só no governo Dilma. Os programas reduziram em 58% a mortalidade infantil e a evasão escolar.

Compare os dois projetos em disputa para o País

UNIVERSIDADE PARA TODOS

1,2 milhão de estudantes foram beneficiados com bolsas de estudo pelo Programa Universidade Para Todos, o ProUni, nos governos Dilma e Lula. Com FHC, mentor de Aécio, a iniciativa de acesso à educação superior não existia.

BRASILEIROS SEM FRONTEIRAS

Até 2015, mais de 100 mil jovens terão a oportunidade de estudar no exterior pelo programa Ciência Sem Fronteiras, criado por Dilma. Nenhum programa de intercâmbio em grande escala foi elaborado pelo PSDB de Aécio.

PAÍS DE TÉCNICOS

Nos últimos 12 anos, o governo federal quadriplicou o número de escolas técnicas federais. Em 2002, o País tinha 140 escolas e até 2014 foram instaladas mais 214. Nos oito anos dos tucanos foram feitas apenas 11.

ACESSO AO ENSINO

6 milhões de pessoas em todo o País já se beneficiaram do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego, o Pronatec, criado pela presidenta Dilma. O PSDB jamais fez algo igual.

DEMOCRATIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO

Dilma e Lula inauguraram 18 novas universidades públicas e gratuitas e democratizaram o Financiamento Estudantil, o Fies, dando oportunidade para 1,3 milhão de pessoas. Em seus 8 anos no poder, os tucanos não abriram nenhuma nova universidade.

MINHA CASA MINHA VIDA

Criado pelo governo federal em 2009, o Minha Casa Minha Vida, maior programa habitacional da história do País, beneficiou 1,5 milhão de famílias de baixa renda. Nenhum programa dessa dimensão foi desenvolvido pelo governo tucano.

CRIANÇA PROTEGIDA

Dilma abriu 6.427 vagas em creches em todo o País. Nenhuma instituição de educação básica para crianças de zero a seis anos foi criada por FHC enquanto ocupou a Presidência da República.

O PETRÓLEO É NOSSO

Dilma vai destinar 75% dos lucros do pré-sal – R$ 112,25 bilhões à educação nos próximos 10 anos. O PSDB de Aécio questionou a destinação da verba definida pela presidenta.

AMANSANDO O LEÃO

Com a correção da tabela do Imposto de Renda feita por Dilma R$ 3 bilhões voltaram aos bolsos dos trabalhadores. Em seu governo, FHC congelou a tabela aumentando assim a mordida do leão no bolso do trabalhador.

Da Redação