“Decisão da Rolls-Royce está na contramão do setor”, diz Rafael

Rafael Marques, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

Os Metalúrgicos do ABC vão buscar a continuidade do setor aeroespacial na planta de São Bernardo da Rolls-Royce.

A decisão foi tomada após a matriz inglesa da empresa de manutenção de motores médios de aeronaves determinar o encerramento de suas atividades na cidade até o final do ano, depois de mais de dois anos de negociações com o Sindicato.

Segundo o presidente Rafael Marques, o fechamento da unidade da Rolls-Royce está na contramão da expansão do segmento no Brasil.

“Iremos nos encontrar com o Comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Juniti Saito, para saber das possibilidades do espaço utilizado pela Rolls-Royce ser ocupado por atividade semelhante”, antecipou.

Para Rafael, entre os motivos para continuar com as atividades aeroespaciais está a qualificação profissional dos trabalhadores na Rolls-Royce, pois essa capacidade permitirá que a região continue como um dos pontos fortes para atrair uma empresa dedicada ao setor.

“Os companheiros que sairão da fábrica possuem mão de obra especializada, conquistada em anos de trabalho, o que é um diferencial. Profissionais com esta qualidade não são fáceis de serem encontrados”, afirmou.

Rafael lamentou também que os projetos para novos investimentos na fábrica em São Bernardo não tenham sido aproveitados pela empresa.

 “O coordenador do CSE na fábrica, Rogério Fernandes, o Rogerinho, esteve no Fórum Internacional dos Representantes Sindicais na Rolls-Royce, em Londres, que preside desde 2012, exatamente para tentar atrair esses investimentos”, salientou.

O próprio Rogerinho explicou que foram realizadas várias plenárias com os trabalhadores para tornar a empresa mais competitiva e evitar o fechamento. “Tentamos tudo que foi possível para fazer a matriz mudar de ideia”, lamentou o dirigente.

 “Todos os direitos legais serão pagos e os companheiros receberam um adicional, negociado com o Sindicato, como indenização, de acordo com o tempo de casa”, concluiu Rogerinho.

Da Redação