Negociações com empresas médias vão atingir 45 mil trabalhadores na base
Sindicato quer reforçar debate com essas fábricas e repetir sucesso obtido nas negociações com as montadoras

Rafael Marques, presidente do Sindicato. Foto: Raquel Camargo / SMABC
Tendo como exemplo as negociações mantidas com as montadoras da base, que garantiram a permanência de suas fábricas com novos investimentos, produtos e postos de trabalho, o Sindicato pretende ampliar o debate sobre o futuro da produção também com as empresas de médio porte.
Em entrevista à Tribuna, o presidente do Sindicato, Rafael Marques, falou sobre a importância e a necessidade deste diálogo.
Tribuna Metalúrgica – Porque ampliar o debate sobre os investimentos das empresas de médio porte da base?
Rafael Marques – Primeiro, por que nestas empresas estão mais de 45 mil trabalhadores da categoria e é obrigação do Sindicato manter os empregos e melhorar as condições de trabalho e de vida dos companheiros. Em segundo lugar, por que o novo Regime Automotivo, o Inovar-Auto, aumentará a procura destas empresas e, portanto, elas precisam estar preparadas párea isso.
TM – Como o Sindicato pode contribuir diante desta nova demanda do Inovar-Auto?
RM – O Sindicato teve papel decisivo na formulação do novo Regime Automotivo e conhece bem as exigências do programa. Podemos nos certificar de que as empresas estejam buscando os investimentos certos para atender essas exigências, sem aventuras que coloquem em risco o emprego do trabalhador.
TM – Como você define essa ação?
RM – Temos uma cultura de negociação. O Sindicato está sempre aberto ao diálogo e quer evitar surpresas como o caso da Mangels. É também uma medida preventiva, sempre com o objetivo de garantir e ampliar os postos de trabalho.
Empresas de médio porte na base*
Quantidade: 148
Nº de trabalhadores: 45.155
*São Bernardo, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
A importância das empresas de médio porte
O Sindicato considera empresas de médio porte as que empregam mais de cem trabalhadores, sem contar as cinco montadoras da base.
Elas somam 148 empresas e empregam 45.155 metalúrgicos nas cidades de São Bernardo, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.
Estas fábricas respondem por uma parcela significativa do desenvolvimento tecnológico automotivo, com mão de obra qualificada.
Também têm papel fundamental na cadeia automotiva, como fornecedoras de suprimentos necessários à produção das montadoras.
Da Redação