Funcionalismo: Saúde no Estado continua parada

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) julgou não-abusiva a greve dos servidores na Saúde no Estado de São Paulo e determinou que os dias parados não sejam descontados. O TRT mandou ainda o governador Geraldo Alckmin (PSDB) conceder aumento salarial de 23,94% ao pessoal.

A decisão, no entanto, vale apenas para os celetistas, pois a própria Justiça do Trabalho não se considera apta a julgar as reivindicações dos estatutários. Os contratados pela CLT, entretanto, representam apenas 30% da categoria, que reivindica aumento para todos, inclusive os aposentados.

Por isso, a greve continua. Amanhã, uma nova assembléia geral decide os rumos do movimento.

Na prática, o julgamento do Tribunal não resolve o impasse. No ano passado, ele também deu ganho de causa aos trabalhadores durante greve de 11 dias realizada entre agosto e setembro.

O reajuste determinado daquela vez foi de 18,5%. Mas o governo estadual recorreu da sentença, que depois o Tribunal Superior do Trabalho (TST) derrubou ao se declarar incompetente para julgar greve em serviço público.

Na última terça-feira, estavam parados 29 hospitais na cidade de São Paulo além de dezenas de unidades menores por todo o Estado.