Brasil convive com a intolerância racial
Hoje é o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial. Entidades sindicais, do movimento negro e de direitos humanos lançam a campanha "Não matem os nossos filhos, eu quero crescer".
Racismo ainda é tolerado pela sociedade
As demonstrações de discriminação racial de torcidas de times europeus e o episódio envolvendo o zagueiro Antônio Carlos, do Juventude, mostram que o racismo continua sendo tolerado pela sociedade.
A recente decisão da Fifa de punir com perda de pontos os clubes com torcidas racistas é benvinda, mas chegou atrasada e ainda é insuficiente.
Também o Código Brasileiro de Justiça Desportiva precisa ser modernizado, pois ele não prevê o crime de racismo como infração.
Por esse motivo, Antônio Carlos pegou punição mais pesada (120 dias de suspensão) pela cotovelada que deu em Jeovânio, do Grêmio. Pelas atitudes racistas foi punido com quatro jogos de suspensão.
Campanha – Entidades sindicais, do movimento negro e de direitos humanos lançam hoje a campanha Não matem os nossos filhos, eu quero crescer.
Hoje, 21 de março, é o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial e dezenas de atos estão sendo realizado em vários países.
O objetivo da campanha é defender a vida das crianças e jovens que vivem nas periferias dos grandes centros urbanos.
Relatório da ONU mostra que no Brasil são assassinadas cerca de 30 mil pessoas por ano, a maioria jovens negros e pobres.
É uma verdadeira guerra civil. Entre 1987 e 2001, o conflito entre Israel e Palestina fez 467 vítimas de armas de fogo, e no mesmo período aconteceram 3.937 homicídios só no Rio de Janeiro.
Incompetência – No ato de hoje, as entidades vão denunciar o governador Alckmin pela continuidade das rebeliões, fugas e torturas nas unidades da Febem.
“É o exemplo máximo da incompetência do governo paulista no trato com as políticas públicas”, disse Edílson de Paula, presidente da CUT Estadual.
O dia 21 de março foi instituído pela ONU como Dia Internacional pela Eliminação do Racismo para lembrar a morte de 69 manifestantes negros, que em 1960 realizavam ato pacífico contra o apartheid, na África do Sul.