Além do imposto de 35%, Anfavea quer cota linear de importação de eletrificados
Além do aumento imediato da alíquota do Imposto de Importação de automóveis elétricos e híbridos para 35%, a Anfavea também está pleiteando ao governo federal o estabelecimento simultâneo de cota de importação linear por empresa, “no volume médio de 4.800 veículos eletrificados/ano”.
O pedido foi formalizado em carta encaminhada para o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e para os ministros do MDIC, Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, da Fazenda, Fernando Haddad, e da Casa Civil, Rui Costa, datada de 21 de junho. A Anfavea não só tenta impedir que as cotas cresçam, como também pleiteia um volume máximo independentemente dos emplacamentos por marca.
Na carta encaminhada ao governo federal, a Anfavea destaca o crescimento de 500% da venda de importados chineses no mercado brasileiro este ano, dizendo que tal movimento põe em risco os R$ 130 bilhões de investimentos anunciados pelas montadoras em novas tecnologias e inovações fabris, podendo afetar empregos e a renda dos trabalhadores.
Segundo a Anfavea, a atual política, que prevê o aumento gradual do Imposto de Importação de veículos eletrificados, com distribuição de cotas, não produziu equilíbrio entre produção nacional e importações. O documento, que reconhece os esforços empreendidos pelo governo para que a economia cresça de maneira sustentável, com inflação controlada, juros adequados e oferta de crédito, é assinada pelo presidente da entidade, Márcio de Lima Leite, e o diretor executivo, Igor Calvet.
Do AutoIndústria