Montadoras ocidentais e de aliados dos EUA querem retornar à Rússia
Após a saída de diversas montadoras ocidentais do mercado russo devido às sanções impostas após a invasão da Ucrânia em 2022, a Rússia tem buscado alternativas para revitalizar sua indústria automotiva. Uma das principais iniciativas é o investimento governamental de aproximadamente US$ 900 milhões (cerca de R$ 6 bilhões) nos próximos três anos para desenvolver uma plataforma nacional de veículos.
Este projeto, liderado pelo Instituto Central de Pesquisa Científica de Automóveis e Motores Automotivos (NAMI), visa criar uma base flexível para a produção de diversos modelos, com foco especial em veículos híbridos e elétricos. Paralelamente, montadoras chinesas têm ampliado sua presença no mercado russo. A Chery, por exemplo, iniciou a montagem de veículos em fábricas anteriormente ocupadas por marcas ocidentais como Volkswagen e Mercedes-Benz.
Outra montadora chinesa, a Great Wall Motors, anunciou planos de expandir sua capacidade de produção na Rússia para 200.000 unidades até 2025, segundo a Ward’s Auto. Essa expansão reflete a estratégia das montadoras chinesas de consolidar (dominar) sua presença no mercado russo, especialmente após a saída das concorrentes ocidentais. Agora, apesar da França liderar uma resistência europeia contra a Rússia, a Renault, que anteriormente detinha quase 68% do controle da AvtoVAZ, conhecida pela marca Lada, não descarta a possibilidade de retornar ao país.
A decisão de um possível retorno dependerá de desenvolvimentos futuros e da evolução das sanções internacionais. Mas, alguns acreditam nisso, como a Hyundai, que reativou seu site no país e a Volkswagen. Esses movimentos destacam a dinâmica do mercado automotivo russo, que, apesar das adversidades, continua a se adaptar e buscar alternativas para atender à demanda interna.
Do Notícias Automotivas