Último apaga a luz? Por que montadoras já estão fabricando carros no escuro
Causou barulho nas redes sociais a notícia de que montadoras chinesas já estão fabricando veículos literalmente no escuro, em espaços sem ou com muito pouca iluminação. Chamadas de “dark factories” (fábricas escuras, em inglês), tais unidades sinalizam como será o futuro da produção de carros – se há algum tempo, funções repetitivas ou que exigem muita força já são cumpridas por robôs, as máquinas começam a assumir quase todo o processo produtivo, incluindo tarefas mais delicadas e complexas.
Tal nível de automação se destaca, principalmente, entre montadoras chinesas – dentre elas, a Zeekr, que vende carros elétricos no Brasil, importados do país asiático. Na fábrica da Zeekr em Hangzhou, na China, já existem linhas de montagem tão automatizadas que nelas mal há iluminação. Tal abordagem pode oferecer produtividade inigualável. Por outro lado, ainda há sutilezas com as quais só os humanos sabem lidar durante a manufatura de produtos variados, incluindo os automotivos.
Um dos maiores benefícios das fábricas robotizadas é evidente: não há necessidade de pausas para descanso, tampouco de ambiente climatizado e iluminação adequada. Por causa disso, explica a Zeekr, a economia de eletricidade ligada ao controle do ambiente em sua dark factory passa de 60%. Curiosamente, países como Singapura e Coreia do Sul tem fábricas, em média, ainda mais automatizadas do que as chinesas.
O Brasil fica um pouco abaixo da média global, mas com potencial de grande avanço, segundo a publicação Universal Robots. Em estudo recente, a consultoria McKinsey estima que, até 2030, cerca de 375 milhões de empregos podem ser afetados pelo avanço dos robôs nas fábricas em geral.
Do UOL