GWM usa cota com imposto zero para 4 mil unidades CKD do Haval H6

Apesar de ter optado pelo sistema de trazer peça por peça da China, a GWM decidiu usufruir da cota do Imposto de Importação zero para operações CKD e SKD anunciada pelo MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços/Secretaria de Comércio Exterior, em julho passado. Ricardo Bastos, diretor de Assuntos Institucionais da GWM, informou que a empresa foi beneficiada com cota de 4 mil unidades CKD (completamente desmontadas) do híbrido Haval H6 sem pagamento de II.

A montadora também poderia utilizar cota para modelos elétricos, mas por enquanto sua montagem local de eletrificados limita-se ao SUV híbrido em versões PHE e PHEV. “As cotas são apenas para híbridos e elétricos e agora, no final de novembro, o governo fará o levantamento de quem utilizou ou não os volumes previstos com imposto zerado e vai repassar os que não foram utilizados, caso da nossa parte em modelos 100% elétricos”, explicou o executivo.

A GWM já tem estocado um lote de Haval H6 feitos em sua fábrica de Iracemápolis, SP, e agora está montando a picape Poer P30 e o SUV Haval H9, ambos com motor a combustão. A ideia é ter estoque dos três modelos para abastecer a rede na virada do ano e, assim, parar de importar todos eles em 2026. A criação de cotas válidas por seis meses, até janeiro próximo, foi estabelecida pelo governo federal após pleito da BYD de redução do II de unidades CKD pelo prazo de 3 anos.

O pedido foi negado e o MDIC optou pela cota de US$ 463 milhões, o equivalente a cerca de R$ 2,6 bilhões, válida por seis meses para 16 empresas. Além da GWM, foram habilitadas para importação com tarifa zero de veículos elétricos, híbridos e híbridos plug-in no regime SKD/CKD a Audi, BMW, BYD, Caoa Montadora, GAC, GWM, Honda, Hyundai, Mercedes-Benz, Omoda Jaecoo, Porsche, Renault, Toyota, Volvo Car e Jaguar Land Rover.

Do AutoIndústria