Move Brasil vem estancar a queda da indústria de caminhões, avalia Anfavea

A indústria de caminhões registrou sua maior queda ao longo do ano passado, com a produção de 124,1 mil unidades, 12,1% abaixo das 141,3 mil unidades de 2024. Em dezembro foram fabricados 5,7 mil, tombo de 46,4% frente ao mesmo mês do último ano, quando 10,7 mil unidades saíram das linhas de montagem, e de 40,4% em comparação às 9,6 mil de novembro. Os dados foram divulgados pela Anfavea na quinta-feira, 15.

Diante deste cenário, causado pela persistente alta dos juros, o governo federal anunciou, em dezembro, o programa de socorro Move Brasil, que começou a vigorar no início de 2026, com recursos de R$ 10 bilhões do BNDES e do Tesouro oferecidos por meio dos bancos comerciais a autônomos e frotistas, com juros subsidiados, carência de seis meses e prazo de até cinco anos para pagar.

O único senão é a sua duração, limitada a seis meses. O presidente da Anfavea, Igor Calvet, foi categórico ao avaliar que se se trata de algo que veio para inibir queda maior neste segmento, mas não o suficiente para fazer com que ele volte a crescer. Calvet acredita que em abril a Anfavea terá um balanço capaz de analisar melhor os impactos da iniciativa: “É importante dizer que o governo acertou no programa e a Anfavea aplaudiu, ainda que seja uma renovação da frota parcial”.

Foram vendidos ao longo do ano passado 113,5 mil caminhões, 9,2% ou 11,4 mil a menos do que no acumulado de 2024, que somou 124,9 mil. Em dezembro a venda de 9,8 mil unidades demonstra redução de 14% sobre o mesmo mês em 2024, mas, com relação a novembro, tem-se alta de 10,5%. Para 2026 a Anfavea divulga a projeção de pesados unindo caminhões e ônibus, para o qual é esperada estabilidade na produção, com leve alta de 1,4% e 154 mil unidades. Para os emplacamentos é esperada retração de 0,5%, com 136 mil unidades.

Da AutoData