Elétricos usados no Brasil entram em nova fase e a bateria decide valor
Com mais modelos mudando de mãos, saúde da bateria passa a pesar no valor e na compra
O mercado brasileiro de carros elétricos começa a entrar, em 2026, em uma fase mais madura. Modelos que chegaram como novidade há dois ou três anos – como BYD Dolphin, GWM Ora 03 e Renault Kwid E-Tech, já aparecem com mais frequência nos classificados, inaugurando um movimento inevitável: a consolidação do mercado de usados elétricos.
Com isso, a principal dúvida do comprador também mudou. Se antes a pergunta girava em torno de autonomia e pontos de recarga, agora ela passa por algo menos visível, mas decisivo: qual é o estado de saúde da bateria. Nos carros a combustão, o valor de um usado sempre esteve ligado a quilometragem, histórico de manutenção e estado do motor. Nos elétricos, esse papel é ocupado pela bateria – e, mais especificamente, pela sua saúde, conhecida pela sigla SOH (State of Health).
De forma simples, o SOH indica quanta capacidade a bateria ainda consegue entregar em relação ao que tinha quando nova. Não é a carga momentânea mostrada no painel, mas a capacidade real que sobrou ao longo do uso. Esse indicador começa a ganhar peso na formação de preço e na tomada de decisão. E o tema deixou de ser abstrato. Mesmo no Brasil, já existem caminhos para quem quer reduzir riscos ao comprar um elétrico usado – ou agregar valor na hora de vender.
Concessionárias e empresas de vistoria cautelar começam a adaptar seus processos à nova realidade. Além da análise estrutural tradicional, já surgem laudos que incluem o chamado “check-up elétrico”, com leitura dos sistemas da bateria e do gerenciamento eletrônico do veículo. Para quem vende, esse tipo de documentação passa a ser um argumento de confiança. Para quem compra, uma camada extra de segurança.
Do InsideEVs