Preço dos carros eletrificados importados pode subir até 8%
A alíquota de importação retoma os 35% vigentes para modelos a combustão em julho
Em encontro de início de ano com a imprensa especializada, na terça-feira, 20, a Abeifa promoveu palestra sobre o mercado automotivo brasileiro e global, apresentada por Murilo Brigante, COO, Chief Operating Officer, da Bright Consulting. O consultor abordou temas variados, abrangendo desde a maior competitividade do mercado brasileiro até a consolidação da China como um “player sistêmico”.
Também em destaque o processo de eletrificação no mercado automotivo, que “deixou de ser nicho e virou infraestrutura de negócio”. Comentou, por exemplo, sobre os avanços do carro elétrico, ressaltando a redução de 40% no preço das baterias, de US$ 165/kWh para US$ 100/kWh, que tem peso de 40% no custo total desses modelos.
Com relação ao mercado brasileiro, lembrou que a alíquota de importação de carros elétricos e híbridos sobe de 30% para 35% a partir de julho deste ano, igualando o índice vigente para veículos a combustão. Com isso, comentou Murilo, o preço dos eletrificados importados deve subir até 8% em relação aos valores praticados no ano passado.
Com relação aos eletrificados que estão sendo montados no Brasil em processo CKD/SKD, por enquanto pelas chinesas BYD e GWM, o impacto nos preços não será muito grande caso essas montadoras invistam na compra de autopeças produzidas no Brasil. De acordo com o consultor, os eletrificados CKD fabricados localmente terão aumento pequeno de alíquota – de 10% a 14% para 16%, com efeito nos custos de apenas 3% para os elétricos e de 1% nos híbridos -, caso alcancem índice de conteúdo local de pelo menos 55%.
Do AutoIndústria