Mundiais: carros brasileiros vão parar na Europa, Oriente Médio e África
O mundo está cada vez mais interessado por carros feitos no Brasil: no ano passado, a exportação dos automóveis nacionais cresceu impressionantes 32,1%, segundo dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). De acordo com a Anfavea, foi esse boom nas exportações que permitiu às fábricas do país terem ampliado a produção — apesar do cenário de juros elevados no Brasil e ‘tarifaços’ pelo mundo.
No ano passado, a indústria brasileira produziu cerca de 2,6 milhões de carros. É um crescimento de aproximadamente 3,5%, que não seria possível sem os 528.800 automóveis enviados para o exterior. Por outro lado, ainda que as exportações de veículos tenham crescido no Brasil, no ano passado as importações também subiram (6,6%). Foram 498 mil carros vindos de fora, com destaque para os chineses.
A Argentina é o principal destino do carro brasileiro: mais da metade do total exportado. México, Uruguai, Colômbia, Chile e outros países da América Latina completam o ranking – que também vem ganhando países inesperados. Uma das fabricantes que começou a enviar carros brasileiros para destinos incomuns é a Stellantis. No segundo semestre de 2025, a marca anunciou que o Jeep Commander – feito em Goiana (PE) – passaria a ser exportado para o Oriente Médio.
Apesar do clima de guerra comercial no mundo, a Anfavea projeta um 2026 ainda melhor, mas com viés de estabilidade. De acordo com Igor Calvet, presidente da entidade, calcula-se crescimento de 1,3% nas exportações, puxadas por uma eventual recuperação na economia da Argentina.
Do UOL